quarta-feira, maio 19, 2010

DIÁRIO DE UM ESTÁGIO: NOVO DIA!













POR QUE É QUE FUI CONVOCADO?
HUM!!!
BOA PERGUNTA!



O MISTER DISSE-ME: "RICARDO, FOSTE CONVOCADO SÓ PARA DARES CACETADA NO JOGO CONTRA O BRASIL, TAL COMO FIZEMOS EM 66. PARTIR-LHES AS PERNAS TODAS PERCEBES!"
E PRONTO CÁ ESTOU EU!

terça-feira, maio 18, 2010

DIÁRIO DE ESTÁGIO OU...A FOTOREPORTAGEM CONTINUA.


OLHEM, LÁ VEM MAIS UM! ISTO ESTÁ A COMPÔR-SE, DAQUI A POUCO JÁ TEMOS EQUIPA PARA JOGAR NO MUNDIAL.
MAS QUEM É AQUELE?! NÃO ME LEMBRO DE O TER CONVOCADO?


SOU EU MISTER, O PEPE! GOSTOU DESTE MEU VISUAL À RONALDO? CABELINHO ALINHADO E BARBA DE DOIS DIAS! ELAS FICAM MALUCAS.


GANDA TRUFA TOSCANA PEPE, SIM SENHOR, CADA VEZ ESTÁS MAIS PORTUGUÊS.
PODES COMEÇAR O ESTÁGIO: Ó BARROS, UM PARA TRABALHO CONDICIONADO.

segunda-feira, maio 17, 2010

BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES!...

"Há muito pouco tempo atrás, num país bem real, viviam sete anões numa floresta de grande altitude, inspirando o ar rarefeito mas descontaminado, vivendo felizes com a sua mentora, a Branca de Neve. Branca cuidava dos seus petizes como se fossem seus filhos e não deixava que ninguém lhes fizesse mal ou sequer aproximasse, mantendo sempre a porta fechada. De vez em quando lá deixava uns animaizinhos curiosos se chegarem mais perto mas logo os enxotava pois os seus queridos anões eram a única coisa que tinha no mundo e aI dela se lhes acontecesse alguma coisa."

É verdade, podia ser esta a história do estágio da selecção na Covilhã onde o seleccionador só conta com 7 jogadores e ainda tem o descaramento de fazer treinos à porta fechada para ninguém observar as tácticas e os segredos ali conjurados por este núcleo duro. Sim, poderá haver um espião costa-marfinense disfarçado de cabo-verdiano, ou um norte-coreano disfarçado de chinês, ou mesmo um brasileiro disfarçado de...brasileiro, à espreita para tentar perceber como é que Carlos Queiroz vai conseguir safar-se da fase de grupos.
Para já está a preparar um grupo de élite: os 7 Magníficos, com movimentos tácticos acompanhados de trabalho técnico específico tão avançado que é preciso treinar com juniores para que as coisas resultem.
Não consegui uma foto em que apanhasse os 7: impressionante e sem desculpa! Por isso nas que arranjei eles aparecessem às pinguinhas com devidos comentários de uma digna fotoreportagem:

LIEDSON DE 32 ANOS TENTA CHEGAR À BOLA MAS JÁ NÃO CONSEGUE.
FELIZMENTE TEMOS O HUGO ALMEIDA...CALMA!


LIEDSON E NANI APRENDEM A DAR TOQUES COM A BOLA.
NANI É NOVO E AINDA TEM MARGEM DE PROGRESSÃO, QUANTO A LIEDSON TÁ DESPACHADO!


FÁBIO COENTRÃO PISOU O BATON DE CIEIRO DE QUEIROZ E FICOU ATERRADO POIS PODE SER MOTIVO DE EXCLUSÃO DO GRUPO.


DEPOIS DE SE LEVANTAREM, LÁ POR VOLTA DA UMA DA TARDE, DOIS JOGADORES DÃO AUTÓGRAFOS AINDA DE PIJAMAS.


DEPOIS DE MAIS UM DIA ESTAFANTE DE TREINO COM JUNIORES DO COVILHÃ, EXPRESSO NO ROSTO E CORPO SEM GENICA DE MIGUEL VELOSO, OS INTERNACIONAIS VÃO PARA O DUCHE.
LIEDSON APROVEITA PARA COÇAR AS BOLAS.

terça-feira, maio 04, 2010

CANÇÃO DE UMA MULHER MUNDANAL.


O mundo está a ficar pior e quando ouvi isto nem queria acreditar que as coisas tivessem atingido este pico de decadência. O poço sem fundo já não é analogia suficiente: é preciso elevar e não baixar a fasquia metafórica, por isso é que digo que a sociedade mãe (EUA! EUA!) e cultura por ela produzida e absorvida por outras culturas satélites (nós), encontrou um novo cume da foleirice.

Herman, o quando tinha piada, fez uma rábula ao traduzir a letra de grandes êxitos da música mundial cantados em inglês para português, e, genialmente, fazer passar a mensagem de quão banal, ridícula e foleiras eram as letras quando ouvidas na língua de Camões (salvo seja!)e que não devíamos de desprezar as nossas composições originais em português.

Vejam bem qual é a tradução deste grande êxito mundial do momento:

Come on rude boy, boy Aperta contigo grunho, grunho
Can you get it up Consegues pô-lo de pé
Come here rude boy, boy Anda cá grunho, grunho
Is you big enough É suficientemente grande
Take it, take it Toma lá, toma lá
Baby, baby Querido, querido
Take it, take it Toma lá, toma lá
Love me, love me
Ama-me, ama-me

Mas que m*** é esta?!!
Consegues pô-lo de pé e é suficientemente grande, mas isto é o hino das mulheres de virtude fácil, citando o grande Allô! Allô!, das mulheres mundanais e passa na televisão para consumo social? isto não é querer fazer censura, está bem: é fazer censura mas uma positiva contra a foleirice e o mau gosto.
Só mesmo uma desmiolada que acabou de entrar na casa dos vinte e leva na cara do seu namorado rapper e ainda o aceita de volta porque talvez goste de apanhar na boca e de ser rebaixada, é que produz um lixo de uma letra desta. Depois queixa-se de levar na cabeça!

Traduzamos mais que vale a pena:

Tonight Esta noite
I'mma let you be the captain Vou deixar-te ser o capitão
Tonight Esta noite
I'mma let you do your thing, yeah Vou deixar-te fazer aquilo que sabes, ui
Tonight Esta noite
I'mma let you be a rider Vou deixar-te ser um cavaleiro
Giddy up Upa cavalinho,
Giddy up Upa cavalinho,
Giddy up, babe
Upa cavalinho, querido

Uma pérola da chungaria "ryânica"!
Tomem cuidado que o vídeo que acompanha esta dejecção está cheio de luzinhas a piscar e poses desconfortáveis que podem induzir alterações de humor!

onde está o curso? AQUI!!! onde está o profissionalismo? ...!


Uma das contratações do SLB para a próxima época vive um dilema avassalador e de meter dó. O pobre rapaz está tão desorientado com a possibilidade de ter de jogar contra o seu novo clube, que lhe vai pagar certamente mais do que alguma vez viu ou sonhou, que o leva a dizer estas coisas numa entrevista da rádio aqui parafraseada:

RÁDIO: E como é que vai ser então no Domingo contra o Benfica?

FF: Se o Benfica tivesse pontuado contra o Porto... mas assim o Benfica vai ter que pontuar ou ganhar.

Eheheh! Sim, porque quem ganha não pontua três pontos; não deve já de ser o suficiente, e o Benfica para mostrar mesmo que foi e é a melhor equipa este ano tem mesmo que GANHAR, que deve de ser ainda um outro resultado e não se deve de obter pontos mas outra benesse qualquer muito melhor.

O jogador não está bem e creio ser melhor mesmo ele não jogar, pois, de repente, ainda se lembra de chutar com o pé para a baliza e tentar que um esférico redondo passe uma linha recta entre um par de duas barras de ferro coroadas com outra similarmente igual...

quarta-feira, abril 21, 2010

LEITORES SEM PRINCÍPIOS


"TU NÃO TENS PRINCÍPIOS!"... e pronto! Foi assim que não chegámos a ir à "Opera" nesse dia...noite. A ópera foi cá fora em vários actos e esta foi provavelmente a pior coisa que já me chamaram.
Foi um insulto baixo e desmoralizador para quem se importa em ter princípios de vida e orientar-se segundo eles. Já me tinham chamado muita coisa ao longo da vida: nomes, gozações relacionadas com o aspecto físico elegante, mesmo com o nariz...mas esta foi a mais vil!
Bem, talvez não! Houve uma outra vez em que fui chamado de "leitor" eu e outro colega, curiosamente o mesmo que me acusou de não ter princípios, vejam bem. Mas nessa ocasião fomos chamados de leitores, e numa biblioteca, e pública. Que descaramento! Fomos apanhados de surpresa e para nós foi um motivo de insulto, como se pertencêssemos a uma sub-espécie: esses leitores. Essa doeu também.
E isto porque não gostamos de ser rotulados, categorizados, marcados por um qualquer critério, nem mesmo literário.

domingo, abril 04, 2010

AS MEIAS DE SEDA DA RAINHA DE INGLATERRA OU A RELIGIÃO DO CAPITALISMO OCIDENTAL

A primeira parte do título deste pensamento tem a ver com uma ficha de leitura ou "paper" ou como lhe queiram chamar, feito numa das cadeiras do último ano de curso e que tinha como moral o facto de querer ensinar a verdadeira doutrina do capitalismo que era: as meias de seda não eram feitas para a rainha comprar, mas sim para que todas as pessoas, incluindo as próprias operárias (deduzo que seriam mulheres a fazê-las), as pudessem comprar, pois a verdadeira essência do capitalismo, creio eu afincadamente, é produzir para consumir e ter lucro daí adveniente. No caso das meias de seda se fossem feitas apenas para o alcance da bolsa da rainha não trariam muito lucro pois na melhor das hipóteses, ela, rainha, compraria apenas para a família real, enquanto que, talhadas para a bolsa do público, do consumidor, da gentalha, traria muitos mais dividendos.
Esta frase enquadra a moral capitalista que faz a ponte para a segunda afirmação do título: a construção de uma religião capitalista numa sociedade apelidada de "civilização ocidental". Sim, existe uma religião e politeísta diga-se de passagem. O mandamento único é o consumo desenfreado; o livro sagrado era o livro de cheques que já não se usa muito, mas é uma boa analogia e os seus deuses foram habilmente desenhados e idealizados para competir com outras Divindades.
E isto tudo a propósito de uma homilia que ouvi do meu pároco há "macheia" de anos, quando era jovem e atendia ao serviço dominical, e que pela perspicácia do conteúdo nunca me saiu da cabeça^; nela, comparava os novos deuses criados pela sociedade consumista para rivalizar em tempo de festas cristãs com o que de verdadeiro se devia celebrar.


Então dizia o seguinte: no Natal celebra-se o nascimento de Cristo e o presépio algo já muito obscurecido pela figura mítica do Pai Natal. Este homem idoso, bem disposto e de bom coração, é criado a partir de uma lenda, mas que assume, para gaúdio capitalista, superpoderes, entre eles o de caber dentro de chaminés quando a sua cintura nem cabe dentro de um hula-hoop; distribuir presentes numa só noite a todas as crianças bem comportadas nesse ano, tudo isto em cima de um trenó puxado por 12 renas voadoras. Imbatível! Jesus Cristo recém-nascido numa manjedoura, em pleno estábulo e a Sagrada Família que teve ainda a sorte de receber 3Reis Magos, não conseguem competir com o "HoHoHo" do barbas e a sua barriga cheia de prendas. O capitalismo criou uma figura que lidera uma festa de consumo louco onde, sob o pretexto da reunião,fazem-se grandes festas e tomam-se as maiores pielas e ai de quem não oferecer nada...belo espírito pseudo-natalício.
A tradição transforma-se e o que é celebrado muda. Menos mal: os valores por detrás ainda são os mesmos.


E a Páscoa. Tudo isto vem mesmo é a propósito da Páscoa onde a morte e ressureição de Cristo vê surgir um rival: o coelhinho da páscoa. E não é muito mais fofo, andando a distribuir ovos de chocolate por todos? E ai de quem não oferecer ovinhos... Se bem que num país onde o cristianismo é uma segunda vida e mesmo às vezes primeira, nesta época ainda se celebra o genuíno e de várias formas. Mas ao mesmo tempo é preciso não descurar o consumo e os ovinhos senão...
Estas tradições surgiram e desenvolveram-se a par com o catolicismo e foram geradas mesmo no seu seio, só que foram habilmente utilizadas pelo capitalismo para engordar a sua máquina mundial e controlar a forma como se pratica a religião dominante, ou como, inconscientemente, se torna devoto e praticante de outra.
Felizes os que se conseguem movimentar nestes meandros e se mantêm fiéis aos seus princípios, esquivando-se a tudo isto e aproveitando apenas o que há de bom. Não é nada fácil e esses é que são os grandes santos dos nossos dias.

quarta-feira, março 24, 2010

O 12 jogador!


Corre nos últimos tempos, talvez largos anos e mesmo décadas, a teoria que põem em causa a legitimidade das vitórias e a esmonia do Sport Lisboa e Benfica na década de 60 do século XX, onde ganhou duas Taças dos Campeões Europeus, sendo apelidado inclusivé em algumas monografias históricas quiçá, de "clube do regime". Essa teoria afirma que Salazar e o regime da Ditadura apoiavam e faziam de tudo para beneficiar o Glorioso de forma a tornar-se um símbolo de Portugal não só dentro de portas mas também no estrangeiro, reforçando assim e trilogia "Fátima, Fado e Futebol".
Bem, poderá ter sido essa a construção ideológica do regime mas duvido muito que fosse Salazar a marcar os golos e os agentes da Pide os massagistas, aplicando as suas maravilhosas artes talvez nos adversários porque se fosse nos jogadores do SLB esses saíam todos torcidos com certeza. O futebol era e ainda é um veículo de propaganda política e na época o regime colou-se à senda vitoriosa do Benfica, mas daí até dizer que influenciavam os resultados, é mais grave e incorrecto e essa teoria cai por terra quando o Benfica prova o seu valor em provas europeias mais livres de eventuais pressões. A verdade está mais na qualidade do plantel e da orientação técnica do que afirmar que Salazar era um Pinto da Costa dos anos 60 (belo anacronismo este não acham?).

"Ai, meu rico Salazar!"


Foi este o desabafo que ouvi há já alguns anos, dito por um operário rude durante uma pausa num café e que me fez escangalhar a rir! Rir do Salazar? Não! Rir da nostalgia do seu tempo? Não! Rir da expressão em si? Sim, definitivamente uma das vencedoras e que pode ser usada em inúmeras ocasiões onde se deseje que as coisas fossem diferentes tal como noutros tempos. Claro que o Estado Novo e a Ditadura da União Nacional não são pêra doce no cômputo geral, mas o regime tinha alguns princípios bons, o que tem ajudado com certeza a gerar essa onda saudosista que verificamos nos últimos tempos por essa figura casta.
O Povo está descontente porque o país não sai da cepa torta e o 25 de Abril afinal não se revelou como uma revolução abrangente que encaminhasse Portugal para o progresso e que elevasse o nível de vida material e espiritual da nação. Depois destes anos todos e apesar de não ter vivido essa época penso que tal era difícil de concretizar já durante o PREC quanto mais agora, pois continuamos a ter o mesmo nível de líderes, de governantes, ou na pior expressão, de políticos: maus, mesquinhos e corruptos!
Sobrepõem-se outros interesses que o da res publica e é por isso que continuamos na cauda da Europa. O "Zé Povinho" também não ajuda e lá vai votando sempre na mesma cepa...Por isso, Portugal é um país da longa duração, imutável.
Ai meu rico Salazar, preferia-se ficar pobre e ignorante, do que pobre e consciente disso.

Adeus à crise!


Tal como no grande clássico da literarura "Adeus às Armas" também temos que escrever este novo best-seller que gira em torno de como a sociedade ocidental, e aqui quero referir-me ao povo, a arraia-miúda, o secular e zé poviniano POVO, ao Terceiro Estado, está a ser enganado nestas últimas décadas capitalistas por uma conspiração urdida pelos governos das nações mais ricas e poderosas do mundo ocidental: os denominados G7 que depois passaram para 10 e já vão não sei onde.
Isto é uma teoria da conspiração que, como qualquer uma que se preze, não tem provas materiais ou documentais indiscutíveis que a alimente... e que mostre que existe uma conspiração para manter o grosso dos cidadãos amordaçados financeiramente, sendo explorados por grandes corporações multinacionais que por sua vez financiam os ditos governos e asseguram-lhes continuidade política, aos políticos ou aos partidos. A mentira é a da crise: já repararam que estamos sempre em tempo de recessão económica e os governos pedem sempre aos trabalhadores para apertar o cinto? Como é que estamos em crise nesses últimos anos quando até há bem pouco tempo a economia ocidental crescia? Os países da Europa, os E.U.A., tinham um crescimento de não sei quantos por cento por ano, ou seja havia mais produção e mais riqueza. Para onde foi essa riqueza toda que os Estados foram adquirindo em todos esses anos antes de aparecer esta crise? Digo-vos: foi para a corrupção e o nepotismo das elites governativas em vez de ser equitativamente distribuída pelos sectores produtivos da sociedade, aumentando salários; subindo o nível de vida com o aumento da qualidade dos serviços de saúde; investimento na melhoria de infraestruturas. Mas não, desapareceu toda pois os governos dizem-se incapazes de sanar os seus déficites! Será que estamos mesmo em crise ou é apenas uma farsa impingida pelos Estados com a cooperação por vezes insconsciente dos órgãos de comunicação social para continuar a explorar os trabalhadores e a manter apenas uma minoria com o estatuto financeiro e social de "rico". Por que é que não podemos todos ser ricos? Será uma impossibilidade capitalista? Deve de haver sempre uma classe média espremida para manter à tona um país ou essa dita classe pode tornar-se mais abastada? As provas que não tenho existem à nossa volta e eu estou apenas a pensar...e se?!

segunda-feira, março 22, 2010

Saiving Private MORABEZA!


"Saudade!... Saudade!..."
Era assim que o soldado cabo-verdiano que desembarcou no dia D, em plena Omaha Beach, se lamentava do seu destino ingrato ao serviço das forças militares capitalistas. Era esta a morna do soldado, apelidado Morabeza, redundância de nome com o próprio lamento, antes de entrar numa das acções mais espectaculares da 2ª Guerra Mundial. Segundo rezam as crónicas do dia, Morabeza sobreviveu miraculosamente ao desembarque e conseguiu ultrapassar a falésia, apenas para se ver embrenhado uns quantos kilómetros terra adentro e completamente rodeado de inimigos. Devido ao facto de ser o único soldado cabo-verdiano nas tropas aliadas, foi montada uma missão de salvamento para que pudesse regressar são e salvo à sua amada terra.
O destemido grupo escolhido para salvar private Morabeza consegue o seu objectivo encontrando Morabeza enfiado num buraco cantando as suas mornas. Feito o resgate, volta para junto do seu povo terminando a sua vida em lamentações de quem, por uma vez, foi levado a viver a maior loucura humana.

terça-feira, março 16, 2010

O Ser Humano... ESSE ANIMAL!

É verdade, infelizmente é bem verdade... nós somos uma das espécies mais violentas e estúpida que habita a face deste planeta, e estúpida porque continua a ser violenta apesar de milhões de anos de evolução racional. Prova disso é os nossos próprios símbolos nacionais servirem de veículo propagandístico e perpetuador dessa fúria animal; não são só os portugueses, mas foram eles que vieram a este caso: estou a falar dos hinos nacional e da Região Autónoma dos Açores.
Ambos são símbolos não haja dúvida e um deles nacional. Vejam só a mensagem que andamos a cantarolar todas as vezes:
"Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela pátria lutar!
Contra os Bretões marchar, marchar!"
Este é o refrão original escrito aquando do Ultimatum de 1890 e servia para enraivecer as hostes portuguesas contra os habitantes da Bretanha, mais especificamente os ingleses. Sim, como se tivéssemos alguma hipótese contra a maior marinha e exército da época.Mas lá se grita às armas,vamos a eles, sobre a terra e sobre o mar e não era sobre o ar porque a aviação com motor ainda não tinha sido inventada mas podíamos bombardeá-los a partir de planadores em dias com o vento de feição. Mesmo assim não era tão mau como o refrão que sobreviveu no 'cover' republicano:
"Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!"
Contra os canhões marchar, mas estão doidos ou quê, pensam que nós somos a Brigada Ligeira: e lá vamos nós como pinos à espera das bolas de bowling.
Num dos nossos símbolos mais prezados e valorizados melodicamente, há um descarado apelo à violência, pior ao genocídio desmiolado!
Este sentimento de querer talvez transmitir maior alma ou garra nacional, inflamar as hostes à boa maneira medieval antes da batalha, incendiar as tropas antes do combate para que possam lutar furiosamente sem pensar no que estão a fazer, estará talvez por detrás de tudo, e é continuado no hino regional que se segue:
"Para a frente! Lutar, batalhar
Pelo passado imortal,
No futuro a luz semear,
De um povo triunfal."
Mais uma vez é tudo para a frente, recuar? Nem pensar, lutar e batalhar tal como na guerra de trincheiras da 1ª Guerra com aquelas cargas fenomenais de peito aberto, baioneta colocada no rifle e lá saíam os bravos idiotas a correr pela terra de ninguém só para serem massacrados pelo tiro de metralhadoras. As ideias de generais confortavelmente sentados a digerir um xerez no seu quartel-general palaciano a milhas da frente, delineando estes planos idiotas sem ter noção da realidade e à custa do sacrifício de outros, faz lembrar um pouco os dias actuais quando os chefes de governo perdem para apertar o cinto por causa da crise mas eles não estão em crise, não a sentem.
Mas a verdade é que nós estamos a passar uma mensagem de violência de forma escandalosa e depois ainda se queixam do aumento da criminalidade e da perda de valores cívicos da juventude! Que querem, quando andamos a bradar o armamento e o choque frontal! O que precisamos é de um adeus às armas...numa verdadeira revolução.

quarta-feira, março 10, 2010

de volta aos bons velhos tempos...


É com "JUSTIÇA RENEGADA", "URBAN JUSTICE" em inglês que Steven Seagal o mais polimórfico actor de filmes de acção, vulga pancadaria, volta aos grandes écrans. Mas volta aos bons velhos tempos, à sua melhor forma patenteada em "Força em Alerta 1" e "Força em Alerta 2", "Under Siege" em inglês. Não aos mesmos muito bons e velhos tempos de Jason Storm e de Nico (à Margem da Lei), esses já não voltarão com certeza, mas mesmo assim, a uma forma que pensávamos já perdida nas suas últimas produções como "Império do Sol Nascente", em inglês "Into the Sun". Nessa fase descendente Steven até precisou de duplos em certas cenas de pancadaria coisa que já não acontece neste novo filme onde um pai com um passado claramente obscuro, vê o seu filho ser assassinado num bairro suburbano de Los Angeles dominado por gangs, o dia a dia na América de hoje. Ele não vê mesmo o filho ser morto mas enceta uma cruzada de destruição de ossos da mão, de pontapés no baixo ventre que projectam os adversários para a parede, parte o pescoço a um tronchudo afro, desvia-se de golpes e contra-ataca eficazmente no seu estilo inconfundível de mãos e antebraço. Um espectáculo visual para os fãs. Matar o filho de uma personagem desempenhada por Steven Seagal é não desejar viver, é morte certa, e Steven vai partindo tudo literalmente até chegar ao killer que é despachado mortalmente. Há pancadaria, tiros, tiradas stevianas que recorre a uma linguagem mais de ghetto "Tell every motherfucker on the street they're not safe 'till I find the motherfucker who killed my son", esquivas a armas de fogo apontadas à sua cara, enfim... o melhor que pode haver e feito mesmo pelo actor, mais gordinho, com umas suiças do tempo do liberalismo, mas com uma rapidez estonteante.
O casting ajuda ao sucesso do filme pois conta, como se pode ver no cartaz do filme "poster" em inglês, com o famoso Juanito 23 de Con Air (segunda cara a contar de cima do lado direito, Danny Trejo) e o fantástico "crazy eye" de "The New Guy", Eddie Griffin, em português "Um Zero à Esquerda".

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

A VER VAMOS...E VIMOS.

"Não precisas de te matar jovem pois já o fizeste, se calhar estás a pensar em arranjar mais umas confusões com o treinador e dares mais cacetadas dentro de campo e arranjares mais ressacas durantes os jogos e levares mais cartões, em vez de jogar à bola, tal como fizeste no SLB na maior parte do tempo.
A ver vamos!"


Isto foi o que eu escrevi aqui no blog numa entrada antiga aquando da ida de João Pereira do Braga para o Sporting. Conhecendo já o jogador desde o tempo em que jogou no Benfica e sendo, modéstia à parte, cada vez mais um excelente analista de futebol e dos seus meandros dentro e fora das quatro linhas, vacticinei que este poderia ser um cenário para o seu desempenho no novo clube.
Eis que na meia final da Taça a Que Ninguém Liga o jogador confirmou a minha previsão ao ser expulso com vermelho directo logo aos 9 minutos de jogo creio eu. Num lance ao seu estilo, cheio de genica e da animalidade, de alguém completamente desmiolado... e porquê?... porque fez uma entrada daquelas num jogo de uma meia final de uma taça a eliminar num só jogo, quando a sua equipa tinha a pseudo vantagem de jogar em casa, com um rival secular, tão cedo na partida.
São muitos argumentos maus e péssimos juntos. Tive razão e só espero que ele tenha aprendido mais uma lição e que esta lhe valha pois o João Pereira é muito bom jogador e tem lugar até na selecção quando se concentra e joga aquilo que sabe... à bola e na bola.
Para já vejam aquilo que ele consegue fazer sem bola!

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

COISAS DO TÚNEL!

Há quem dissesse que o grau de desenvolvimento de um povo media-se pelo valor que davam ao seu passado histórico, outros ao tratamento que prestam aos seus idosos, outros à preservação da fauna e flora..etc,etc,etc. No nosso caso espero que nunca tal afirmação use como termo de comparação o futebol português. O currículo que passo a apresentar em imagens alusivas, directa ou indirectamente, é prova em absoluto dessa afirmação. Currículo esse que foi enriquecido muito recentemente com mais um acrescento que louva e enobrece o nome de Portugal além fronteiras.

CURRÍCULO DO FUTEBOL PORTUGUÊS: ANOS RECENTES
(a ser apresentado em futuras candidaturas a eventos desportivos internacionais)

1997- Jogador que não é convocado para jogo da selecção nacional parte para a porrada contra o seleccionador nacional numa tentativa de castigo e, quiçá, numa estúpida esperança que este reconsiderasse e o convocasse. O adjunto intrometeu-se e também levou na cara. Curiosamente (ou não) havia repórteres na área e o episódio ficou registado. Não há como escapar.


2002- Jogador da selecção nacional agride com soco no baixo ventre, vulga barriga, em pleno jogo, o árbitro por discordar de uma decisão por este tomada. Esqueceu-se por momentos que desde há muito que os jogos são televisionados.


2007- Jogador da seleccção nacional em pleno jogo do campeonato mundial de sub-20 rouba o cartão vermelho do árbitro quando este se preparava para o mostrar a um colega de equipa. A ideia até que era boa e lógica: se o árbitro não tiver o cartão...não o pode mostrar, mostra o amarelo na pior das hipóteses. O plano estava condenado à partida pois esta inteligência esqueceu-se que quem manda é o árbitro e quando este recuperou o cartão mostrou-o ao colega e depois ao prevaricador. Mais uma vez a juventude toldou o raciocínio parco deste atleta que esqueceu-se que também os campeonatos do mundo são televisionados.


2008- Seleccionador nacional tenta agredir com murro de punho fechado, vulgo soco, um jogador adversário com desculpa que este estava insultando e atacando os seus pupilos. Esqueceu-se do seu lugar e de que as câmaras adoram estas confusões mesmo quando elas acontecem depois do jogo acabar, pois não deixam de gravar quando o árbitro apita para o fim.


2008- Dando um descanso à selecção nacional, as atenções viram-se para o campo dos comentadores e dos pseudo dirigentes desportivos. Primeiro alvo é um mediático comentador que sofre uma espera fora dos estúdios onde palestrava, certamente por causa de algum comentário que teceu e que não foi de agrado de alguns ouvidos. O reforço de porrada esperava conseguir suavizar o raciocínio deste para medir melhor as palavras. Mas parece que o comentador soube defender-se ao pontapé e evitar danos maiores para a sua cara. Algo que também parece não ter sido atingido foi o seu ego e a sua voz pois os seus comentários não mudaram de tom. Neste caso não houve imagens mas talvez agora a estação pondere a colocação de câmaras de vigilância à saída para não perder pitada do próximo ataque.


2009- Este comentador e dirigente desportivo em par-time foi alvo de idêntica espera (quem sabe feita pelas mesmas pessoas) supostamente pelas declarações ou intenções que podemos ler em rodapé na imagem. Fazer carreira desportiva em Portugal no que toca à vertente do dirigismo pode por vezes ser muito doloroso, se bem que não conseguimos ver de novo qualquer mazela provocada por esses esbirros, o que leva a desconfiar que, também pela falta de imagens, sejam mulheres, adeptas de futebol, e nós sabemos bem o entendimento que as mulheres têm do futebol, especialmente das regras. Por isso deverá de ter sido uma claque feminina recém criada, que num momento de típica exaltação clubística decidiu desancar nestes dois profissionais do comentarismo.


2010 - Um reincidente nestas andanças que, desta feita, executa o acto de porrada enquanto Director Desportivo de um clube, imagine-se. O acto foi consumado no espaço sagrado e cheiroso que é o balneário de uma equipa de futebol e o alvo foi a mais recente contratação da selecção nacional, sim, as selecções já são autênticos clubes e fazem naturalizações como um clube faz uma contratação. Não temos imagens do arraial mas esta cena tirada quando ambos eram colegas de equipa já dá para ver que o agressor que se encontra na esquerda, já está a tirar as medidas à vítima, mal esperando para lhe fazer a barba a murro.


2010 - Se já na situação anterior estávamos de volta à selecção, embora indirectamente, eis que este próximo acto desmiolado atinge o zénith deste currículo ao juntar a selecção nacional e o comentarismo. O actual seleccionador nacional, em pleno aeroporto antes de embarcar para o sorteio do Euro 2012, envolve-se ao murro com um antigo comentador desportivo (à direita na imagem) que por acaso se encontra ao serviço da UEFA, tendo ambos que ser separados, imagine-se por quem, pelos passageiros que se encontravam no local. Não há imagens, apenas as declarações em jeito de flash interview depois do festival de punhadas, fazendo um rescaldo do acontecido e dizendo que afinal não tinha sido assim uma coisa muito grave.

Esta é a cereja em cima do bolo e que definitivamente nos coloca nos píncaros do futebol internacional, enquanto motivo de chacota e de exemplo do mais básico animalismo e falta de educação. O povo não merece pá!

O 25 DE ABRIL AO CONTRÁRIO


Foi Francisco Adolfo Coelho, eminente pensador, membro presente no apogeu da Geração de 70 nas Conferências do Casino em 1871, tendo a cargo uma conferência intitulada "O Ensino" (curiosamente), classificada por Carlos Reis como "a mais bem estruturada", que redigiu a melhor definição do "português" que ainda hei-de colocar aqui neste blog um dia pois vale a pena ler. Essa definição explicaria na perfeição a causa deste país ser a miséria que é: é que é estrutural, está gravado na genética do povo, da sua cultura e modo de ser, e se alguma vez pensarmos em melhorar a nossa nação, temos que fazer tábua rasa de muita coisa. É claro que tudo começaria com o sistema de ensino para definir-se um ponto zero a partir do qual se poria em prática "a política correcta". O problema está em chegar a essa politica.
Este país talvez nunca esteve verdadeiramente bem, e continua mal. A grande causa a meu ver é a corrupção e a ausência de pessoas correctas nos locais correctos nas alturas certas da História. Tal continua a subsistir, ou seja, continuamos a ter as pessoas erradas nos locais correctos, seguindo políticas parcialistas e minoritárias...o quando Histórico já nem é relevante: estamos sempre na crise. Mas aproximamo-nos de um ponto de ruptura, de transformação radical...de Revolução diriam...NÃO, não de revolução...de anarquia!
A nossa sociedade portuguesa, mas também ocidental, ao continuar os trilhos de uma política dita socialista que assenta na distribuição desigual da riqueza, no privilégio e protecção de uma minoria que suporta os interesses do Estado e na gestão dos seus recursos espremendo a população activa, caminha para o desastre.
E já houve avisos como na Argentina há alguns anos atrás em que o povo saiu para a rua tal era o grau de insatisfação. O POVO...sim o nosso Zé Povinho, ignorante, crítico, mas com um apurado senso comum a continuar esta vida irá...melhor, tem de fazer o mesmo, pois só assim é que este país vai finalmente regenerar-se.
Não foi com a Revolução Liberal de 1820, não foi com a Implantação da República em 1910, e não foi também com o 25 de Abril de 74 que o país melhorou, pois não houve lideranças que fizessem as alterações estruturais nas mentalidades.
Sim, o 25 de Abril não mudou nada e porquê? Porque quem fez a Revolução não foi o Povo, o POVO estava a dormir e acordou com o troar dos tanques, senão continuava na cama para mais um dia. O Povo não fez a Revolução, assistiu; quem a fez foram os militares que abriram caminho para uma pseudo democracia. As verdadeiras e as grandes revoluções são feitas pelo Povo, por essa massa anónima, uma turba movida por um sentimento estilhaçado de insatisfação comum. O 25 de Abril não foi uma Revolução foi uma mudança de gerência com alguns benefícios sociais. Ao cabo deste tempo todo muitos podres do sistema ainda cohabitam.
Só quando o Povo sair todo à rua espontanemante, sem convocatórias de forças sindicais ou partidos políticos, sem fins ideológicos que não sejam o da justiça social, e parar com tudo e for à procura dos que governam, para si e não como mester aos outros...aí sim, quando a anarquia estiver instalada por um breve momento, far-se-á a tábua rasa para começar de novo.
O truque...bem, o truque está em fazer aparecer, talvez pela primeira vez, a ou as pessoas idóneas para governar num "25 de Abril ao contrário", quando seja o cidadão a acordar as tropas.

terça-feira, fevereiro 02, 2010

ERRO DE CASTING.


Olhem para esta cena retirada da nova série da pimbalhada juvenil que são os Morangos com Açúcar e vejam só o tremendo erro de casting ocorrido. Não sei como é que foi possível isto acontecer pois os ditos pimbas já vão em sete temporadas e já deviam de ter experiência suficiente para não cometer estes lapsos: sempre pautaram o elenco com jovens moçoilas atraentes vagueando em trajes menores quando não era mesmo em bikini em filmagens invernosas tudo em prol da qualidade e do realismo da série obviamente.
Mas quando estavam a fazer o casting para esta nova sequela deve de ter faltado a luz quando se preparavam para começar a escolha de candidatas a esta personagem: "Epá que chatice ter faltado a luz agora que estávamos já prontos a despachar isto. É a última personagem...epá, olha Manel manda entrar a primeira candidata que fazemos isto mesmo assim... Como se chama?
"jehoçbhçoegvhoir"
"Ah bom! Tem experiência televi...caraças que raio de pergunta esta, claro que não é preciso ter experiência, basta ter um par de... bem, em frente, a menina é jeitosa...quero dizer, é saudável, trata bem do corpo, está em forma?"
"suagogasovs"
"Bem deve de estar senão não vinha a este casting. Olha tá feito! Bem vinda, vá lá assinar o contrato na secretaria que depois vemo-nos..."
E pronto, tiveram que amarrar com a tronchuda!
Será que é uma aberta na política descarada de venda de um ideal de corpo humano jovem e bronzeado só para agradar à vista...ou foi só o dijuntor que disparou?

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

ESCAPE FROM...HAITI.


A popular saga de Snake Plissken, um anti-herói, feito anti por traição do seu governo, muita à imagem dos retornados do Vietnam que também é abordado em Rambo, é a figura central criada pelo mestre John Carpenter para as famosas "fugas de", em inglês, "Escape from New York" e "Escape from L.A." respectivamente. O delfim da Carpenter está presente, como não poderia deixar de ser: é ele Kurt Russel, que acompanha Carpenter já desde clássicos como "A Coisa", "The Thing".
Na saga de Snake, esta personagem dura, de poucas falas mas de tiradas sarcásticas, luta contra o tempo e a vida, procurando resgastar e escapar de duas cidades destruídas e transformadas em prisões: primeiro Nova Iorque, com a famosa cena da aterragem no topo de uma das torres do World Trade Center com um planador, numa história passada em 1997, e, depois, Los Angeles, separada do continente pelo "The Big One", conceito californiano para o grande terramoto que a população deste estado se encontra à espera, e que, provavelmente, terá a mesma consequência que se vê no filme, e que se passa em 2013.
Em ambos os casos Snake consegue sair-se bem: no primeiro filme foge de um vilão interpretado por Isaac Hayes, resgatando o presidente dos E.U.A. sob pressão governamental exercida por um hipnótico Lee van Cleef; no segundo filme, pressionado por Stacey Keach, resgata a filha do presidente para, no final mais vingativo que já alguma vez vi e que define a frase " a vingança é um prato que se serve frio", em americano, "payback's a bitch", ele "desliga" o Mundo enquanto acende um cigarro: genial este momento.

Apesar de se falar em uma sequela em que Snake veria a fasquia da fuga elevada a uma escala planetária, pois teria que fugir do Planeta Terra antes que fosse engolido num buraco negro (seria este o argumento previsto para o terceiro filme após consulta na net), creio que a melhor forma de continuar a saga nem seria voltar no tempo e fazer um filme sobre a fuga de Cleveland, "Escape from Cleveland", uma aventura mencionada em ambos os filmes...mas sim elevar ainda mais a fasquia e propor a fuga do Haiti, em inglês, "Escape from Haiti".
As vantagens são imensas: o local das filmagens é perto dos Estados Unidos; não é preciso construir, ou neste caso destruir o cenário pois ele já se encontra montado, basta só filmar; pediam boleia ao exército americano no transporte de equipamento e ainda os utilizavam como extras, rodando um filme cuja história centrar-se-ia na fuga de Snake Plissken do Haiti que lá tinha ido para resgatar o presidente antes que o palácio caísse. Snake seria iludido nesta missão pois seria levado a crer que tinha contraído Gripe A e que se não voltasse a tempo para levar Tamiflu, afogar-se-ia em vómitos e diarreias no Haiti. A figura governamental a exercer pressão poderia ser William Shatner, e o presidente seria desempenhado por Puff Daddy, numa versão Obama, mas de Armani e coberto de jóias. Com este casting o sucesso está garantido. A razão para resgatar o presidente...nem precisa de razão, é o presidente e basta, num terceiro filme desta "bilogia" já ninguém liga a isso.
Snake terá de se infiltrar no Haiti, lançado de um helicóptero como mantimento, percorrer as ruas destruídas, desviar-se dos saques, fugir às réplicas, evitar a ajuda humanitária e apanhar o presidente resgatando-o pela cúpula boa do seu palácio.

Que tal Hollywood?

TÚNEL DA LUZ!

Ora cá está uma bela contradição: um túnel escuro, como manda a regra de qualquer túnel, mas... iluminado! Se fosse um túnel de luz... isso seria pior pois estaríamos já mais para lá do que para cá, mas é um túnel da luz o que significa que dá para um local mais reluzente. Mas não é este o caso: quem entra neste túnel não sai num sítio mais clarificado, muito pelo contrário, quem entra sai de um local iluminado para uma zona obscura onde se passam os maiores devaneios perpretados por uma cambada de trogloditas...os quais são pagos e pagamos para os ver a desempenhar a sua profissão: jogadores de futebol, acompanhados dos respectivos dirigentes.
Consegui ter acesso não só às imagens, mas também às transcrições de áudio das câmaras de vigilância desse local osbcuro da Luz, as quais disponibilizo aqui em primeira mão neste blogue! Os balões representam as falas das personagens envolvidas!



quarta-feira, janeiro 27, 2010

NÃO TAPEM O BURACO!!!

"‘Miracle’ Haiti survivor who lived on beer and biscuits found 11 days on
For 11 days, Wismond Exantus prayed for rescue, surviving on cola, beer and biscuits. And, just as aid teams were packing away their gear, his prayers were answered."(http://www.metro.co.uk/news/810226-miracle-haiti-survivor-who-lived-on-beer-and-biscuits-found-11-days-on)

Pois é, milagres existem, mas acho que o pobre Wismond depois de recuperar a força e reparar no mundo que ficou à sua volta, vai desejar não ter sido salvo. Então o rapaz ficou fechado 11 dias e sobreviveu porque ao que parece, ficou preso numa mercearia ou loja de conveniência qualquer, bebendo cerveja e comendo biscoitinhos... maravilha! E agora sai cá para fora para passar fome, arriscando-se a morrer desidratado, mal alimentado ou pior, se for daqueles que correm para apanhar o que os helicópteros atiram para o chão, leva com um embrulho na cabeça ou é pisado pela turba esfaimada! Que triste fim para quem estava tão bem no seu buraquinho!
Volta lá para dentro rapaz que lá é que sobrevives! Pede para não taparem o buraco e volta para a cerveja choca e para os biscoitinhos da avó haitiana; deixa a cola para o fim, quando se acabar a birra, e tenta vendê-la no mercado negro para poderes comprar a tua saída dessa miséria: arranjas um Green Card e vais para a América correr os talk shows falando da tua experiência em troca de um grande cachê! Depois volta para tua ilha, mas para a outra parte, a Dominicana viver à grande e à francesa num resort!
E muda o segundo nome, que Exantus soa a detergente! Vive a vida pois não vais ter uma terceira oportunidade... a não ser no Oportunidade!

quinta-feira, janeiro 14, 2010

MELRO PRETO DE ASA BRANCA


Tem um melro preto com uma asa branca que começou a aparecer no meu quintal, especialmente no canil do cão, há já muito tempo atrás. A primeira vez que o vi?... já nem me lembro quando foi, talvez há um ano, mas só despertou verdadeiramente a minha atenção porque começou a ser um visitante frequente como se morasse naquele cantinho do terreno. O facto até de ter uma asa branca só começou a me intrigar mesmo depois de se tornar visitante frequente. Ele vem para beber a água do cão e para comer a ração dele: incrível o gosto destes animais, até comida de cão gostam ou pelo menos aparentam gostar, pois não é a única espécie a fazê-lo nem é o único da mesma espécie (até desconfio que às vezes a comida que ponho ao cão é comida toda por eles e o bicho passa fome).
Nunca tinha visto um melro preto com uma asa branca e não acho que seja acaso da natureza pois se o bicho tem o nome de preto é por alguma razão. Como terá então ele ficado com a asa branca? Pintado? Onde e como? Encostou-se a algum banco de jardim pintado de fresco; a alguma ombreira de porta? É uma faixa muito uniforme, certinha, parece que alguém o apanhou e depois pintou a asa! Não acredito que tenha sido assim, mas nunca se sabe. Há muito tempo que não o vejo e nunca tirei uma fotografia, mas foi alvo de publicidade a todos os que visitavam a casa: "tenho cá um melro preto com uma asa pintada de branco...olha, lá está ele; vem cá para comer a ração do cão".
Gostava de saber como ficou assim marcado, tornando-se mesmo único da sua espécie, pelo menos gosto de pensar que não há mais nenhum igual. Agora é Inverno e espero que ainda tenha oportunidade de o ver na próxima Primavera para que possa tirar uma verdadeira imagem e não uma montagem como a de cima!

A CRISE AFECTA A TODOS!


Pois é meus caros amigos as coisas estão mesmo muito séries por este mundo fora e o fatalismo apodera-se de tudo e todos. A culpa é do tempo e da crise mundial que provoca despedimentos ou lay-offs, falências, renegociações salariais e novos modelos de avaliação economicistas. Nem os terroristas escapam a esta conjuntura negativa.
Mesmo os supostos mestres do terror por uma causa estão mal: os atentados em aviões estão a ser abortados por passageiros, coisa impensável até há uns anos atrás, em que bastava um canivete ou um cotonete sem algodão para paralisar dezenas de pessoas. Agora eles atiram-se por cima do terrorista mal ele começa a trabalhar. Estão em baixo de forma esses capangas! Os campos de treino devem de estar a aceitar qualquer um nestes dias pois já existem poucos (pudera, eles arrebentam-se sempre e a mão de obra especializada deve de escassear).
Essa mal formação viu-se no recente ataque à selecção do Togo... à selecção não, pois eles não eram o alvo mas sim a comitiva militar angolana. O problema é que os terroristas da FLEC acertaram em todos menos nos militares. A pontaria destes maçaricos é excelente. É a prova que os critérios de exigência para o recrutamento terrorista estão a baixar por este mundo fora: qualquer um agora já pode ser terrorista mesmo que não saiba disparar direito.
Pior, já houve outro grupo independentista de Cabinda a reinvindicar o ataque: as coisas estão tão mal que aproveitam qualquer ataque feito, mesmo por outros, para dizer que foram eles... e o ataque até pode ter sido o maior desastre como este que não importa: fomos nós que o fizemos...não fomos nós afinal!
Enfim!
Seria aconselhável aos grupos e células espalhadas por este mundo fora introduzir um período probatório para os novos terroristas senão o insucesso será garantido e não haverá segundas oportunidades... só no Oportunidade!

sexta-feira, janeiro 08, 2010

TRIPOTISMOS!

O último devaneio pôs-me a pensar que devia de levar mais longe uma teoria que penso ser real: a queda da sociedade ocidental começou com o movimento sufragista que levou a mulher a ganhar direitos e liberdades, tirando-a das lides da casa e da educação familiar, tarefa basilar do bem estar comum, para passar a deter um horário de trabalho igualitário ao homem. Assim, já não há ninguém para cuidar dos infantes que são obrigados, desde bem cedo, a frequentar creches, longe do carinho e educação parentais. Este distanciamento agudiza-se com o passar do tempo levando a que os filhos não respeitem os pais e que não tenham modelos nem valores cívicos inculcados no seio da família, que descarrega esse óbice na escola que não é a panaceia nem deve de se assumir como substituta de uma educação caseira. O desagragar da família provocado pela saída da mulher do oikos desencadeou uma revolução na dinâmica das sociedades ocidentais no âmbito do seu quotidiano e na estrutura e regras do seu funcionamento. Estamos numa era em que a palavra família já não representa tanto um espírito comum, um conjunto de valores partilhado, melhor, transmitido de geração em geração, mas sim um grupo de indivíduos ligados por laços sanguíneos e onomásticos.
Todavia, dizer que a culpa é sufragista não basta, embora me pareça uma das razões: a falta de tempo é provocada por uma exigência profissional, num ritmo de vida muito acelerado e cada vez mais exigente de um ultra capitalismo.
Mas a família está despida de identidade...a família... fez tripostismos!

quinta-feira, janeiro 07, 2010

"THE BOSS IS THE MAN, E THE MAN É O HOMEM"

É sim senhor! Não há cá feminismos nem lamechices: o chefe é o homem e para quem não sabe inglês lá vai a tradução a dizer que o homem é o homem e mais nada.
Foi um pouco este o contexto em que ouvi esta máxima há já alguns anos atrás dita por um antigo cheio de sabedoria ancestral, numa altura em que na sociedade dominava indiscutivelmente a figura paternal e o homem era o rei do seu castelo, o patriarca da família, poder indiscutível e seu grande e único sustento. Hoje em dia isto já não é bem assim e a dinâmica social ocidental capitalista conferiu igualdade (em teoria pois na prática ainda tem algum caminho a percorrer) à mulher.
Mas até lá dizer que a "woman is the boss" ainda vai muito: elas que se contentem em abrir a sua porta do carro e em pagar as suas contas que já está muito bom. Se bem que muitas mulheres modernas e "avant guarde", ainda vêm com o lema do cavalheirismo para lhe abrirem a porta do carro para lhes paguarem jantares e ofertas... que descaramento!

quarta-feira, dezembro 30, 2009

ESTA NEM LEMBRAVA O DEMO PARTE 2

Nós, povos que vivemos nas ilhas, temos bom sentido de humor creio eu; e temos de ter mesmo, tendo em conta o sítio em que vivemos e a nação que nos descobriu, povoou e desenvolveu. E já desde criança que ouço toda a gente do triângulo dizer em jeito de brincadeira que devia de se construir uma ponte (esta é a ideia mais ouvida até) ou um túnel (como o da Mancha) para ligar Faial e Pico (São Jorge nem entrava nos devaneios dessa altura).
As pessoas (e eu próprio) diziam isso, mas, naquilo que me toca, sempre sabendo que estava a brincar e que era uma metáfora com o intuito de afirmar melhores condições nas ligações marítimas já existentes; ou então, os pobres dos picarotos talvez sabendo que nunca na sua História teriam um Hospital, lá sonhavam com um túnel (sim porque a ideia da ponte é estúpida mesmo) para poderem deslocar-se mais rapidamente ao Faial em caso de urgência.
Mas creio que todos estavam brincando... Mas agora parece que a coisa é levada mesmo a sério na cabecinha de um proto político social democrata.
Vejam bem as ideias fabulosas desta criatura política que defende a construção de dois túneis que ligem Faial e Pico e, como se não bastasse, ainda mais um ligando o Pico a S. Jorge. Nem o mafarrico faria melhor!
Isto do TGV está a alastrar, pior que a Gripe A.
Meu caro Castanheira, isso não vai dar, deixe de dizer serralhas e comece o tratamento o mais rápido possível: então onde é que vai arranjar o capital para financiar isso (o da Mancha foi patrocinado por duas das nações mais ricas e desenvolvidas do Mundo). Tugal não é nem de perto nem de longe isso. E para quê? Só ia ter movimento nos horários que eram das lanchas e de Inverno porque de Verão o turista quer ver a paisagem! De noite ia ficar às aranhas tal como o troço de via rápida entre a Lagoa e a Ribeira Grande que custou milhares e é um deserto de trânsito.
Caro Castanheira Barros, uma coisa disse bem: é uma loucura, pior, uma insanidade e ainda bem que é advogado pois vai ter de apelar por insanidade mental para ver se não o condenam em praça pública ou jurídica por tais ideias. Lá conseguiu 52 assinaturas pelos túneis, menos mal, serão certamente enjoados crónicos. Já estava a ver a concretização deste projecto, o maior desde que se pensou em ligar o Ilhéu de Vila Franca a terra construindo um porto Atlântico. Na parte faialense o túnel começava na Alagoa, já tem lá um primeiro buraco que é a piscina municipal, e ia dar à Areia Larga,se calhar desembocando ao lado do Ancoradouro para uma petiscada. Depois o outro saía da discoteca em São Roque para evitar o cais... agora em S. Jorge é que seria complicado ele sair pois a ilha de plano não tem nada, senão as Fajãs mas as melhores são do lado norte, por isso o túnel teria que passar por baixo da ilha e sair nos Cubres.
E depois um presidente para os Açores. Mas é uma atrás da outra. Nós por cá já tentamos nos desenvencilhar de um representante e agora quer colocar um com o título de Presidente! Isso é capaz de pegar na Madeira pois o Alberto João pode pensar que lhe estão a dar a independência. Enfim!
Nunca tal pensei viver para ler isto, dito de forma séria por alguém que concorre a um cargo de relevo. O que virá a seguir!!!

ESTA NEM LEMBRAVA AO DEMO!...

O que se segue é um conjunto de duas mensagens sendo esta primeira o artigo retirado do site www.faialdigital.com de 30 de Dezembro de 2009. A segunda é o comentário ou a análise como preferirem...
"Candidato a Lider do PSD defende a construção de 2 túneis entre o Pico e o Faial

Castanheira Barros, candidato à liderança do Partido Social-democrata (PSD), defende a construção de dois túneis entre o Faial e o Pico e um outro desta ilha para S. Jorge, ao mesmo tempo que preconiza a criação da figura do presidente para as regiões autónomas.



O candidato, actualmente em visita pelos Açores, manteve nestes dias contactos com militantes do Pico que lhe expressaram a sua preocupação pelas lacunas nos transportes inter-ilhas e para Lisboa.

" Esta ideia dos túneis poderá ser vista como louca mas a situação dos transportes entre ilhas é um drama para as populações", considera Castanheira Barros após visita ao concelho da Madalena onde conseguiu reunir 52 assinaturas para a sua candidatura à liderança "laranja".

O advogado estará hoje e amanhã em S. Miguel, tendo previsto um encontro com a líder do PSD/Açores, Berta Cabral, onde Castanheira Barros irá voltar a defender a criação da figura de um presidente para os Açores e para a Madeira, "alguém que poderia abranger as funções do Representante da República, com direito de veto aos decretos regionais, de envio para o Tribunal Constitucional para verificação de constitucionalidade e, ao mesmo tempo, trazer maior legitimidade para estas regiões".

Castanheira Barros, que apresentou a sua candidatura à liderança do PSD no passado dia 23 de Dezembro, prossegue o seu preambulo pelas regiões autónomas a partir de dia 31 na Madeira, naquela que pretende ser uma visita " para ouvir os militantes e recolher assinaturas"."

segunda-feira, dezembro 28, 2009

"JOÃO PEREIRA PERDOADO PELOS SPORTINGUISTAS?"


JP, antigo jogador serrabulhento do SLB assinou pelo SCP vindo do SB.
Responder à pergunta do título equivale a dizer que os judeus perdoariam o Hitler se esse desse cabo dos Palestinianos e da sua autoridade autónoma, do Hezbolah e do Hamas tudo numa blitzkrieg cabalística. Seria isso possível?
Não admira que perante este cenário a mais recente contratação do SCP tenha artilhado os dentes e proferido o seguinte: «VOU DEFENDER O SPORTING ATÉ À MORTE» E em bom tempo o disse pois a morte podia chegar entre o café e o digestivo já que ele estava num jantar da JUVE LEO. Ou então levava o café com um cheirinho...
Estamos perante o que se chama na gíria de "a morte do artista" JP porque numa brilhante estratégia profissional, trocou o clube que está na frente do campeonato, por um que mal se encontra nos lugares europeus e está 12 pontos atrás: genial.
Não precisas de te matar jovem pois já o fizeste, se calhar estás a pensar em arranjar mais umas confusões com o treinador e dares mais cacetadas dentro de campo e arranjares mais ressacas durantes os jogos e levares mais cartões, em vez de jogar à bola, tal como fizeste no SLB na maior parte do tempo.
A ver vamos!

TAÇA DA LIGA?!... ninguém liga a isso.


Hoje via a anunciar isto na televisão e lembrei-me de registar estas linhas sobre algo já bem passado. Nova competição instalada em Tugal há já duas épocas para, supostamente, elevar o nível competitivo do futebol em Tugal, ao promover quiçá, uma maior rotatividade dos plantéis dos clubes Tugueses, sim, porque a prova maior sendo o campeonato e também a Taça de Tugal, é verdade sim senhor, a Taça é uma prova grande que ombreia com o campeonato, a Taça da Liga seria uma filha de um deus bem menor e por isso ideal para rodar jogadores que porventura não estavam até bem dispostos por serem sempre aquecedores de tábuas de madeira. Nesse prisma a Taça da Liga seria uma benesse ou um balão de oxigénio para treinadores com pouco cabedal que estariam na iminência de apanhar na cara de jogadores descontentes. Assim, lá os metem a jogar numa competição patrocinada por uma cerveja internacional que até tem troféu no fim. É uma oportunidade para os jogadores se mostrarem e subirem no seio da equipa.
O que é engraçado é que muitos clubes se queixaram pelo facto de ser acrescida mais uma competição ao calendário, e que iria sobrecarregar fisicamente os jogadores! Engraçado na altura alguns terem usado este argumento que foi rebatido durante o decurso da prova, num país cujos campeonatos de futebol param durante o Natal, algo que não acontece nos grandes campeonatos europeus e em grandes ligas como a Inglesa. Estão cansados de quê? De não jogar durante um mês inteiro no final de ano indo para a desbunda do revéillon? Claro que só em Tugal. Nesses outros grandes campeonatos, e volto ao inglês, a Taça da Liga não só existe, como também é um troféu almejado. Aliás, os ingleses têm uma porrada de taças no seu sistema futebolísitco.
Cá, a visão até correcta do presidente da Liga esbarrou no primeiro ano na indiferença de quase todos os clubes que apresentaram equipas desfalcadas e foram ridiculamente derrotados por oponentes bem inferiores...não em vontade nem em profissonalismo. Eu se fosse presidente de um grande clube tinha vergonha de perder seja em que prova fosse! Todos, todos menos um: o Sporting Club de Tugal. Este, dos grandes, foi o único que levou a sério esta prova tendo chegado à final nas duas edições até agora organizadas. Mas como sina épica deste clube, chega à final e perde. Na primeira de forma limpa com o Setúbal e na segunda com o grande rival que por acaso nesse ano também não apostou grande coisa na prova mas lá se foi safando e chegou à final apenas para ganhá-la de forma não frugal mas tugal. Estando em desvantagem por uma bola lá o árbitro inventou uma penalidade que conduziu ao prolongamento e a mais penalidades onde o Benfica foi um digno vencedor desta Taça. Ganhou o único troféu que talvez nem queria pois o seu patrocínio é Sagres não Carlsberg. A penalidade, marcada pelo árbitro sobre mão do jogador que bafeja o primeiro na imagem que acompanha o título, nunca existiu. Curioso ter sido marcada por um árbitro que recentemente num Benfica Porto não viu verdadeiramente duas bolas na mão dentro da área para cada um dos lados. Quando não é... ele marca: ao que parece foi o fiscal de linha que terá visto a falsa mão de Pedro Silva. Mas nem mesmo assim.
Caríssimos, não desesperem que não vale a pena: o futebol é uma droga e uma porcaria humana se for levada ao extremo fundamentalista, tal como a religião. Quem o faz, fá-lo porque é pobre de espírito e não tem vida!
Sou Benfiquista e não comemorei este troféu pela razão técnica atrás apontada, mas, sobretudo, porque não vale a pena festejar a conquista da TAÇA A QUE NINGUÉM LIGA!

quinta-feira, dezembro 17, 2009

Afinal!... a final é em África!


Dou aqui a mão à palmatória e ainda bem que ela não existe já na prática pois iria doer bastante: chegou a um ponto em que realmente não acreditei que a nossa selecção se qualificaria. Não é para ter vergonha de assumir isto, sendo português e podendo ser acusado de eterno derrotista, profeta da desgraça, de nunca acreditar nos valores nacionais... Não tinha nada a ver com sentimentalismos nem saudosismos mas sim com matemática pura, avaliação de desempenho da nossa selecção e, sobretduo, devido ao facto de estarmos dependentes de outras equipas e resultados para convergir num cenário de possível 2º lugar, nem sequer de apuramento directo.
Mas de facto aconteceu: Portugal lá foi roçando, ganhando fora, e teve a fortuna da convergência positiva de resultados das outras selecções, que o colocou nuns play-offs onde também lhe calhou o adversário mais acessível e onde os postes da nossa baliza decidiram entrar em jogo no desafio em casa.
Por ter sido verdade venho confessar-me e consciencializar-me, mais uma vez, que em futebol tudo é possível mesmo quando não se acredita muito.

domingo, dezembro 06, 2009


Não é preciso esperar por 2012 quando o mundo acabar, pelo menos para os descendentes Maias pois para estes o mundo já acabou há muito, nem é preciso esperar mais 20 ou 30 anos pelo degelo das calotas polares e ver a minha casa a valorizar milhares de vezes pois agora é terreno junto ao mar, nada disso: o fim vai começar pelo Homem e pela queda da Sociedade Ocidental... depois poderá vir a catástrofe natural que já não estaremos cá para a ver! Isto porquê? Porque o fim desta sociedade que domina o mundo dito civilizado e influencia o restante, termina com o fim dos valores mais básicos e simples de convivência entre seres.
Quando acabar o respeito e os valores morais estamos à beira da anarquia, do caos e do fim da ordem e do progresso(curioso ser esse o lema escolhido por uma nação que nunca o pôs em prática no decurso da sua História. Sim, o Brasil, o nosso adversário no próximo Mundial que poderá vir a ser o último se nos fiarmos nas previsões).

Bem, tudo isto porque tive um problema no telefone quando uns técnicos vieram fazer uma intervenção no fim da rua e, quase com toda a certeza, desligaram-me a linha por engano: telefono para as avarias estando em S. Miguel e sendo o problema aqui, mas sabendo que essa chamada será atendida no continente, em Lisboa mais propriamente; mas nem isso, quem atende não é uma pessoa mas sim uma gravação que me orienta por entre as várias opções mediante o teclar do telefone. Deixo o registo e desligo. Passados dias a avaria está consertada e recebo de novo uma chamada desse número com a mesma gravação a confirmar a resolução do problema.
Absolutamente inacreditável, digno de uma sequela do exterminador: não o regresso, nem a vingança, muito menos a esperança...mas sim a desumanização de todo um processo que é conduzido através de uma centralização desmesurada.

Caramba! Tenho um problema cá: telefono para um número cá onde me possam resolver a situação rapidamente e não para uma central que por sua vez transmite essa ordem para os subalternos (colonialismo burocratizante). E caramba: coloquem pessoas a falar e não nos remetam para máquinas de atendimento, sobretudo quando é para informar que a avaria está resolvida ainda por cima por incompetência dos técnicos que cá vieram e privaram-me de telefone fixo durante um fim-de-semana.

Estamos na era do impessoal, da distância e do automatismo que não significa eficiência mas sim desumanização. Isto sim é o princípio do fim quando a sociedade começar a funcionar por estes mecanismos e deixar de haver contacto humano.
Ficamos isolados e dependentes e somos tratados como tal pelos serviços estaduais. A perda dos valores humanos...morais, trará o fim!
Mas estamos apenas a começar...

quarta-feira, novembro 04, 2009

Olímpíadas LGBT


Outro dia estava vendo o Daily Show quando o John Stewart fez referência à Gay Olympics e claro passei-me pois não sabia que havia esta competição para Lésbicas, Gays, Bisexuais e Transsexuais.
Que havia as Para-Olimpíadas e os Óscares para os piores filmes isso eu tinha conhecimento, agora Jogos Olímpicos para LGBT essa foi nova.

Não resisto a comentar as provas desta competição para explicar o porquê de achar que, do ponto de vista desportivo, estas Olimpíadas serão um fiasco.

Badminton - o jogo deve de ser irreal e não deve de terminar pois deve de ser difícil de jogar com as raquetes enfiadas...

Beach Volleyball - Areia, sol, fatos de banho ou equipamento reduzidos, corpos oleados...acham que os jogos chegam a começar?

Bowling - Pegar em bolas...bola, agachar-se para lançá-la com o intuito de derrubar pinos fálicos... não me parece que a sequência do jogo seja essa!

Cycling - As bicicletas não devem de sair do sítio pois certamente estarão adaptadas à competição e não terão selim o que dificultará o acto de pedalar;

Golf - Pegar no taco e balançá-lo para bater na bola com o intuito de metê-la num buraco sinalizado por um pau com um bandeira no topo...será a perversão total cheia de swings e swinguers e com muitos puts.

Ice Hockey - Jogo viril, brutal, uma batalha num campo de gelo, mas desta feita os jogos serão de difícil conclusão pois os jogadores estarão mais interessados nos sticks dos adversários

Pool (Billiards)- As mesas estarão lá mas os tacos e as bolas metidas nos buracos claramente serão outras;

Rugby - Deste nem digo nada;

Soccer (Football) - Rapidamente transformar-se-á num jogo de rugby;

Tennis - Mais uma vez será difícil de bater bolas com a raquete enfiada...

Wrestling - prova com maior número de inscritos.

Curiosamente não vi mencionado o salto à vara, mais uma prova interessante para acompanhar...(John Stewart questionou-se sobre como decidir o vencedor do biatlo, ou uma piada assim do género).

Comentários à parte, a verdade é que para esta Olimpíada não são requeridos quaisquer mínimos podendo qualquer um participar.

É esta abertura à sociedade que certamente será a marca deixada por estes jogos em 2014.