quarta-feira, maio 26, 2010

DIÁRIO DE UM ESTÁGIO: EMPATE DE PREPARAÇÃO.


CR9: MISTER, ISTO ASSIM NÃO DÁ, ESTES TIPOS CORREM QUE SE FARTAM? ELES NÃO ESTÃO NO MUNDIAL POIS NÃO?!!

QUEIROZ: NÃO TE CORTES RONALDO, ERAM ESTES OU ANGOLA. E SABES BEM O QUE ACONTECEU DA ÚLTIMA VEZ COM ANGOLA...AQUILO FOI PIOR QUE O ULTRAMAR.



TIAGO: MISTER, TOU DESPACHADO!

QUEIROZ: NÃO PENSES MAIS NISSO MIÚDO. DOU-TE MAIS UM DIA DE FOLGA QUE ISSO PASSA.




MISTER: FOI UM BOM RESULTADO PORQUE NÃO PERDEMOS.
ESTOU ARREPENDIDO TER ESCOLHIDO A COVILHÃ E NÃO OS HIMALAIAS PARA O ESTÁGIO EM ALTITUDE.
SE TIVÉSSEMOS IDO PARA OS HIMALAIAS TÍNHAMOS JOGADO CONTRA O BUTÃO E AÍ TALVEZ O RESULTADO FOSSE OUTRO.

sábado, maio 22, 2010

DIÁRIO DE UM ESTÁGIO... A PREPARAÇÃO CONTINUA!


MEDIA: CR9 COMO EXPLICAS A ÉPOCA FALHADA DO REAL?
PRESS: CR9 O QUE ACHAS DO PEPE ESTAR A IMITAR O TEU ESTILO?
CHATOS: CR9 PORQUE CHEGASTE DE HELICÓPTERO?


CR9: INFELIZMENTE NO REAL SÓ HÁ UM CR9.
CR9: NÃO ME FAZ ESPÉCIE.
CR9: O MOURINHO É QUE ME MANDOU.


CR9: MISTER CARLOS, ESTÁ-ME A DOER AQUI DE NOVO, ACHO QUE NÃO VOU PODER JOGAR CONTRA CABO-VERDE.
C.Q.0: CARAMBA RONALDO ESSA LESÃO JÁ DEVIA DE TER PASSADO COM O FINAL DA ÉPOCA EM ESPANHA. TOU FARTO. VAI MAS É PASSAR REMON GEL NISSO E JUNTA-TE AO PEPE.








C.Q.0.: O ARTISTA ESPANHOL ESTÁ OUTRA FEZ MAL DA PERNA.
ADJUNTO: NÃO PENSES MAIS NISSO. OUVE LÁ. PORQUE É QUE NÃO ESTÁS COM O TEU BONÉ DA FEDERAÇÃO?












C.Q.0.: EPÁ NÃO GOSTO DA COR.












ADJUNTO: OLHA, ESTAMOS TODOS COM O BONÉ. VAI MAS É LÁ BUSCÁ-LO PARA TAPAR A CABEÇA SENÃO VÃO PENSAR QUE NÃO ESTAMOS EM SINTONIA.












C.Q.0.: CALMA, ESTAVA SÓ A BRINCAR. TAMBÉM TENHO SENTIDO DE HUMOR SABES.










VELOSO: DASSE ISTO ESTÁ PIOR QUE NA ÁFRICA DO SUL. TÁ DARDÊ! AINDA BEM QUE O MISTER DEU DOIS DAS DE FOLGA.









DECO: CARAMBA, É A SEGUNDA VEZ QUE AQUELA ESTACA QUASE ME TIRA A BOLA.







ESTRELÍCIAS DA SELECÇÃO: LIXA-TE BÓFIA, SOMOS AS MASCOTES E VAMOS PARTIR ESTE ESTÁGIO TODO.
QUIRIQUIRI-QUIRIRIQUIQUI, QUIRIQUIRI-QUIRIRIQUIQUI!

quarta-feira, maio 19, 2010

HENRIQUE, O GATO MASOQUISTA!


No canal BabyTv existe um programa chamado Henrique, o Gato Comilão que gira em torno de um gato mexicano colorido com um enorme sombrero que vai a um restaurante para comer, mas aquilo que escolhe do menu já não tem pois acabou e então o dono do restaurante pede-lhe desculpa e tenta impingir-lhe um novo prato mas como Henrique é teimoso quer mesmo aquele que não tem e então o dono sugere que ele vá à mercearia arranjar o produto para confeccionar o prato e que é sempre uma fruta ou um vegetal. Henrique vai à mercearia mas, curiosamente, a dona da mercearia também já não tem esse item e diz a Henrique para tentar no mercado. Ele vai então a uma banca no mercado mas também o vendedor diz que já não tem e que se ele quiser arranjar isso tem de ir directamente à fonte, ou seja, ao campo. Então ele vai ao campo e consegue arranjar o que deseja junto da proprietária. Volta rapidamente para o restaurante onde o dono lhe confecciona então o prato e ele acaba sempre satisfeito.
Minha filha gosta de ver isso mas ela ainda não tem idade para perceber as coisas pois se tivesse ou quando já tiver é capaz de não achar tanta piada.
Todos os episódios é sempre a mesma coisa: um gato que vai a um restaurante e que nunca tem o prato que ele quer, mas ele continua sempre a ir ao mesmo sítio. Isso é irreal; se acontecesse uma vez ainda é aquela, duas já não é bom, agora sempre, caramba eu já tinha deixado de lá ir há muito e não recomendava esse sítio a ninguém, aliás esse restaurante já devia era de estar fechado sem clientes. Mas henrique não se importa de ir a um sítio onde nunca tem o que ele quer e mais: ainda é ele que tem que ir buscar a comida para o dono, que também é cozinheiro.
Grande exploração e que grande tolo este gato: só faltava ser ele próprio a cozinhar e a lavar a loiça depois.
A mercearia também nunca tem o que ele quer, tem tudo o resto...menos aquilo e é sempre assim: que gato azarado este. A banca do mercado idem, mas ele também vai sempre à mesma banca quando existem outras.
Esses desenhos animados ou macaquinhos são engraçados para os bebés e as crianças que ainda não têm percepção das coisas pois quando começarem a ter noções da realidade vão começar as perguntas:
- Ó pai por que é que o gato vai sempre ao mesmo sítio que nunca tem aquilo que quer?
- É porque é masoquista filha.
- Ó pai, o que é masoquista?
-...

DIÁRIO DE UM ESTÁGIO: NOVO DIA!













POR QUE É QUE FUI CONVOCADO?
HUM!!!
BOA PERGUNTA!



O MISTER DISSE-ME: "RICARDO, FOSTE CONVOCADO SÓ PARA DARES CACETADA NO JOGO CONTRA O BRASIL, TAL COMO FIZEMOS EM 66. PARTIR-LHES AS PERNAS TODAS PERCEBES!"
E PRONTO CÁ ESTOU EU!

terça-feira, maio 18, 2010

DIÁRIO DE ESTÁGIO OU...A FOTOREPORTAGEM CONTINUA.


OLHEM, LÁ VEM MAIS UM! ISTO ESTÁ A COMPÔR-SE, DAQUI A POUCO JÁ TEMOS EQUIPA PARA JOGAR NO MUNDIAL.
MAS QUEM É AQUELE?! NÃO ME LEMBRO DE O TER CONVOCADO?


SOU EU MISTER, O PEPE! GOSTOU DESTE MEU VISUAL À RONALDO? CABELINHO ALINHADO E BARBA DE DOIS DIAS! ELAS FICAM MALUCAS.


GANDA TRUFA TOSCANA PEPE, SIM SENHOR, CADA VEZ ESTÁS MAIS PORTUGUÊS.
PODES COMEÇAR O ESTÁGIO: Ó BARROS, UM PARA TRABALHO CONDICIONADO.

segunda-feira, maio 17, 2010

BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES!...

"Há muito pouco tempo atrás, num país bem real, viviam sete anões numa floresta de grande altitude, inspirando o ar rarefeito mas descontaminado, vivendo felizes com a sua mentora, a Branca de Neve. Branca cuidava dos seus petizes como se fossem seus filhos e não deixava que ninguém lhes fizesse mal ou sequer aproximasse, mantendo sempre a porta fechada. De vez em quando lá deixava uns animaizinhos curiosos se chegarem mais perto mas logo os enxotava pois os seus queridos anões eram a única coisa que tinha no mundo e aI dela se lhes acontecesse alguma coisa."

É verdade, podia ser esta a história do estágio da selecção na Covilhã onde o seleccionador só conta com 7 jogadores e ainda tem o descaramento de fazer treinos à porta fechada para ninguém observar as tácticas e os segredos ali conjurados por este núcleo duro. Sim, poderá haver um espião costa-marfinense disfarçado de cabo-verdiano, ou um norte-coreano disfarçado de chinês, ou mesmo um brasileiro disfarçado de...brasileiro, à espreita para tentar perceber como é que Carlos Queiroz vai conseguir safar-se da fase de grupos.
Para já está a preparar um grupo de élite: os 7 Magníficos, com movimentos tácticos acompanhados de trabalho técnico específico tão avançado que é preciso treinar com juniores para que as coisas resultem.
Não consegui uma foto em que apanhasse os 7: impressionante e sem desculpa! Por isso nas que arranjei eles aparecessem às pinguinhas com devidos comentários de uma digna fotoreportagem:

LIEDSON DE 32 ANOS TENTA CHEGAR À BOLA MAS JÁ NÃO CONSEGUE.
FELIZMENTE TEMOS O HUGO ALMEIDA...CALMA!


LIEDSON E NANI APRENDEM A DAR TOQUES COM A BOLA.
NANI É NOVO E AINDA TEM MARGEM DE PROGRESSÃO, QUANTO A LIEDSON TÁ DESPACHADO!


FÁBIO COENTRÃO PISOU O BATON DE CIEIRO DE QUEIROZ E FICOU ATERRADO POIS PODE SER MOTIVO DE EXCLUSÃO DO GRUPO.


DEPOIS DE SE LEVANTAREM, LÁ POR VOLTA DA UMA DA TARDE, DOIS JOGADORES DÃO AUTÓGRAFOS AINDA DE PIJAMAS.


DEPOIS DE MAIS UM DIA ESTAFANTE DE TREINO COM JUNIORES DO COVILHÃ, EXPRESSO NO ROSTO E CORPO SEM GENICA DE MIGUEL VELOSO, OS INTERNACIONAIS VÃO PARA O DUCHE.
LIEDSON APROVEITA PARA COÇAR AS BOLAS.

terça-feira, maio 04, 2010

CANÇÃO DE UMA MULHER MUNDANAL.


O mundo está a ficar pior e quando ouvi isto nem queria acreditar que as coisas tivessem atingido este pico de decadência. O poço sem fundo já não é analogia suficiente: é preciso elevar e não baixar a fasquia metafórica, por isso é que digo que a sociedade mãe (EUA! EUA!) e cultura por ela produzida e absorvida por outras culturas satélites (nós), encontrou um novo cume da foleirice.

Herman, o quando tinha piada, fez uma rábula ao traduzir a letra de grandes êxitos da música mundial cantados em inglês para português, e, genialmente, fazer passar a mensagem de quão banal, ridícula e foleiras eram as letras quando ouvidas na língua de Camões (salvo seja!)e que não devíamos de desprezar as nossas composições originais em português.

Vejam bem qual é a tradução deste grande êxito mundial do momento:

Come on rude boy, boy Aperta contigo grunho, grunho
Can you get it up Consegues pô-lo de pé
Come here rude boy, boy Anda cá grunho, grunho
Is you big enough É suficientemente grande
Take it, take it Toma lá, toma lá
Baby, baby Querido, querido
Take it, take it Toma lá, toma lá
Love me, love me
Ama-me, ama-me

Mas que m*** é esta?!!
Consegues pô-lo de pé e é suficientemente grande, mas isto é o hino das mulheres de virtude fácil, citando o grande Allô! Allô!, das mulheres mundanais e passa na televisão para consumo social? isto não é querer fazer censura, está bem: é fazer censura mas uma positiva contra a foleirice e o mau gosto.
Só mesmo uma desmiolada que acabou de entrar na casa dos vinte e leva na cara do seu namorado rapper e ainda o aceita de volta porque talvez goste de apanhar na boca e de ser rebaixada, é que produz um lixo de uma letra desta. Depois queixa-se de levar na cabeça!

Traduzamos mais que vale a pena:

Tonight Esta noite
I'mma let you be the captain Vou deixar-te ser o capitão
Tonight Esta noite
I'mma let you do your thing, yeah Vou deixar-te fazer aquilo que sabes, ui
Tonight Esta noite
I'mma let you be a rider Vou deixar-te ser um cavaleiro
Giddy up Upa cavalinho,
Giddy up Upa cavalinho,
Giddy up, babe
Upa cavalinho, querido

Uma pérola da chungaria "ryânica"!
Tomem cuidado que o vídeo que acompanha esta dejecção está cheio de luzinhas a piscar e poses desconfortáveis que podem induzir alterações de humor!

onde está o curso? AQUI!!! onde está o profissionalismo? ...!


Uma das contratações do SLB para a próxima época vive um dilema avassalador e de meter dó. O pobre rapaz está tão desorientado com a possibilidade de ter de jogar contra o seu novo clube, que lhe vai pagar certamente mais do que alguma vez viu ou sonhou, que o leva a dizer estas coisas numa entrevista da rádio aqui parafraseada:

RÁDIO: E como é que vai ser então no Domingo contra o Benfica?

FF: Se o Benfica tivesse pontuado contra o Porto... mas assim o Benfica vai ter que pontuar ou ganhar.

Eheheh! Sim, porque quem ganha não pontua três pontos; não deve já de ser o suficiente, e o Benfica para mostrar mesmo que foi e é a melhor equipa este ano tem mesmo que GANHAR, que deve de ser ainda um outro resultado e não se deve de obter pontos mas outra benesse qualquer muito melhor.

O jogador não está bem e creio ser melhor mesmo ele não jogar, pois, de repente, ainda se lembra de chutar com o pé para a baliza e tentar que um esférico redondo passe uma linha recta entre um par de duas barras de ferro coroadas com outra similarmente igual...

quarta-feira, abril 21, 2010

LEITORES SEM PRINCÍPIOS


"TU NÃO TENS PRINCÍPIOS!"... e pronto! Foi assim que não chegámos a ir à "Opera" nesse dia...noite. A ópera foi cá fora em vários actos e esta foi provavelmente a pior coisa que já me chamaram.
Foi um insulto baixo e desmoralizador para quem se importa em ter princípios de vida e orientar-se segundo eles. Já me tinham chamado muita coisa ao longo da vida: nomes, gozações relacionadas com o aspecto físico elegante, mesmo com o nariz...mas esta foi a mais vil!
Bem, talvez não! Houve uma outra vez em que fui chamado de "leitor" eu e outro colega, curiosamente o mesmo que me acusou de não ter princípios, vejam bem. Mas nessa ocasião fomos chamados de leitores, e numa biblioteca, e pública. Que descaramento! Fomos apanhados de surpresa e para nós foi um motivo de insulto, como se pertencêssemos a uma sub-espécie: esses leitores. Essa doeu também.
E isto porque não gostamos de ser rotulados, categorizados, marcados por um qualquer critério, nem mesmo literário.

domingo, abril 04, 2010

AS MEIAS DE SEDA DA RAINHA DE INGLATERRA OU A RELIGIÃO DO CAPITALISMO OCIDENTAL

A primeira parte do título deste pensamento tem a ver com uma ficha de leitura ou "paper" ou como lhe queiram chamar, feito numa das cadeiras do último ano de curso e que tinha como moral o facto de querer ensinar a verdadeira doutrina do capitalismo que era: as meias de seda não eram feitas para a rainha comprar, mas sim para que todas as pessoas, incluindo as próprias operárias (deduzo que seriam mulheres a fazê-las), as pudessem comprar, pois a verdadeira essência do capitalismo, creio eu afincadamente, é produzir para consumir e ter lucro daí adveniente. No caso das meias de seda se fossem feitas apenas para o alcance da bolsa da rainha não trariam muito lucro pois na melhor das hipóteses, ela, rainha, compraria apenas para a família real, enquanto que, talhadas para a bolsa do público, do consumidor, da gentalha, traria muitos mais dividendos.
Esta frase enquadra a moral capitalista que faz a ponte para a segunda afirmação do título: a construção de uma religião capitalista numa sociedade apelidada de "civilização ocidental". Sim, existe uma religião e politeísta diga-se de passagem. O mandamento único é o consumo desenfreado; o livro sagrado era o livro de cheques que já não se usa muito, mas é uma boa analogia e os seus deuses foram habilmente desenhados e idealizados para competir com outras Divindades.
E isto tudo a propósito de uma homilia que ouvi do meu pároco há "macheia" de anos, quando era jovem e atendia ao serviço dominical, e que pela perspicácia do conteúdo nunca me saiu da cabeça^; nela, comparava os novos deuses criados pela sociedade consumista para rivalizar em tempo de festas cristãs com o que de verdadeiro se devia celebrar.


Então dizia o seguinte: no Natal celebra-se o nascimento de Cristo e o presépio algo já muito obscurecido pela figura mítica do Pai Natal. Este homem idoso, bem disposto e de bom coração, é criado a partir de uma lenda, mas que assume, para gaúdio capitalista, superpoderes, entre eles o de caber dentro de chaminés quando a sua cintura nem cabe dentro de um hula-hoop; distribuir presentes numa só noite a todas as crianças bem comportadas nesse ano, tudo isto em cima de um trenó puxado por 12 renas voadoras. Imbatível! Jesus Cristo recém-nascido numa manjedoura, em pleno estábulo e a Sagrada Família que teve ainda a sorte de receber 3Reis Magos, não conseguem competir com o "HoHoHo" do barbas e a sua barriga cheia de prendas. O capitalismo criou uma figura que lidera uma festa de consumo louco onde, sob o pretexto da reunião,fazem-se grandes festas e tomam-se as maiores pielas e ai de quem não oferecer nada...belo espírito pseudo-natalício.
A tradição transforma-se e o que é celebrado muda. Menos mal: os valores por detrás ainda são os mesmos.


E a Páscoa. Tudo isto vem mesmo é a propósito da Páscoa onde a morte e ressureição de Cristo vê surgir um rival: o coelhinho da páscoa. E não é muito mais fofo, andando a distribuir ovos de chocolate por todos? E ai de quem não oferecer ovinhos... Se bem que num país onde o cristianismo é uma segunda vida e mesmo às vezes primeira, nesta época ainda se celebra o genuíno e de várias formas. Mas ao mesmo tempo é preciso não descurar o consumo e os ovinhos senão...
Estas tradições surgiram e desenvolveram-se a par com o catolicismo e foram geradas mesmo no seu seio, só que foram habilmente utilizadas pelo capitalismo para engordar a sua máquina mundial e controlar a forma como se pratica a religião dominante, ou como, inconscientemente, se torna devoto e praticante de outra.
Felizes os que se conseguem movimentar nestes meandros e se mantêm fiéis aos seus princípios, esquivando-se a tudo isto e aproveitando apenas o que há de bom. Não é nada fácil e esses é que são os grandes santos dos nossos dias.

quarta-feira, março 24, 2010

O 12 jogador!


Corre nos últimos tempos, talvez largos anos e mesmo décadas, a teoria que põem em causa a legitimidade das vitórias e a esmonia do Sport Lisboa e Benfica na década de 60 do século XX, onde ganhou duas Taças dos Campeões Europeus, sendo apelidado inclusivé em algumas monografias históricas quiçá, de "clube do regime". Essa teoria afirma que Salazar e o regime da Ditadura apoiavam e faziam de tudo para beneficiar o Glorioso de forma a tornar-se um símbolo de Portugal não só dentro de portas mas também no estrangeiro, reforçando assim e trilogia "Fátima, Fado e Futebol".
Bem, poderá ter sido essa a construção ideológica do regime mas duvido muito que fosse Salazar a marcar os golos e os agentes da Pide os massagistas, aplicando as suas maravilhosas artes talvez nos adversários porque se fosse nos jogadores do SLB esses saíam todos torcidos com certeza. O futebol era e ainda é um veículo de propaganda política e na época o regime colou-se à senda vitoriosa do Benfica, mas daí até dizer que influenciavam os resultados, é mais grave e incorrecto e essa teoria cai por terra quando o Benfica prova o seu valor em provas europeias mais livres de eventuais pressões. A verdade está mais na qualidade do plantel e da orientação técnica do que afirmar que Salazar era um Pinto da Costa dos anos 60 (belo anacronismo este não acham?).

"Ai, meu rico Salazar!"


Foi este o desabafo que ouvi há já alguns anos, dito por um operário rude durante uma pausa num café e que me fez escangalhar a rir! Rir do Salazar? Não! Rir da nostalgia do seu tempo? Não! Rir da expressão em si? Sim, definitivamente uma das vencedoras e que pode ser usada em inúmeras ocasiões onde se deseje que as coisas fossem diferentes tal como noutros tempos. Claro que o Estado Novo e a Ditadura da União Nacional não são pêra doce no cômputo geral, mas o regime tinha alguns princípios bons, o que tem ajudado com certeza a gerar essa onda saudosista que verificamos nos últimos tempos por essa figura casta.
O Povo está descontente porque o país não sai da cepa torta e o 25 de Abril afinal não se revelou como uma revolução abrangente que encaminhasse Portugal para o progresso e que elevasse o nível de vida material e espiritual da nação. Depois destes anos todos e apesar de não ter vivido essa época penso que tal era difícil de concretizar já durante o PREC quanto mais agora, pois continuamos a ter o mesmo nível de líderes, de governantes, ou na pior expressão, de políticos: maus, mesquinhos e corruptos!
Sobrepõem-se outros interesses que o da res publica e é por isso que continuamos na cauda da Europa. O "Zé Povinho" também não ajuda e lá vai votando sempre na mesma cepa...Por isso, Portugal é um país da longa duração, imutável.
Ai meu rico Salazar, preferia-se ficar pobre e ignorante, do que pobre e consciente disso.

Adeus à crise!


Tal como no grande clássico da literarura "Adeus às Armas" também temos que escrever este novo best-seller que gira em torno de como a sociedade ocidental, e aqui quero referir-me ao povo, a arraia-miúda, o secular e zé poviniano POVO, ao Terceiro Estado, está a ser enganado nestas últimas décadas capitalistas por uma conspiração urdida pelos governos das nações mais ricas e poderosas do mundo ocidental: os denominados G7 que depois passaram para 10 e já vão não sei onde.
Isto é uma teoria da conspiração que, como qualquer uma que se preze, não tem provas materiais ou documentais indiscutíveis que a alimente... e que mostre que existe uma conspiração para manter o grosso dos cidadãos amordaçados financeiramente, sendo explorados por grandes corporações multinacionais que por sua vez financiam os ditos governos e asseguram-lhes continuidade política, aos políticos ou aos partidos. A mentira é a da crise: já repararam que estamos sempre em tempo de recessão económica e os governos pedem sempre aos trabalhadores para apertar o cinto? Como é que estamos em crise nesses últimos anos quando até há bem pouco tempo a economia ocidental crescia? Os países da Europa, os E.U.A., tinham um crescimento de não sei quantos por cento por ano, ou seja havia mais produção e mais riqueza. Para onde foi essa riqueza toda que os Estados foram adquirindo em todos esses anos antes de aparecer esta crise? Digo-vos: foi para a corrupção e o nepotismo das elites governativas em vez de ser equitativamente distribuída pelos sectores produtivos da sociedade, aumentando salários; subindo o nível de vida com o aumento da qualidade dos serviços de saúde; investimento na melhoria de infraestruturas. Mas não, desapareceu toda pois os governos dizem-se incapazes de sanar os seus déficites! Será que estamos mesmo em crise ou é apenas uma farsa impingida pelos Estados com a cooperação por vezes insconsciente dos órgãos de comunicação social para continuar a explorar os trabalhadores e a manter apenas uma minoria com o estatuto financeiro e social de "rico". Por que é que não podemos todos ser ricos? Será uma impossibilidade capitalista? Deve de haver sempre uma classe média espremida para manter à tona um país ou essa dita classe pode tornar-se mais abastada? As provas que não tenho existem à nossa volta e eu estou apenas a pensar...e se?!

segunda-feira, março 22, 2010

Saiving Private MORABEZA!


"Saudade!... Saudade!..."
Era assim que o soldado cabo-verdiano que desembarcou no dia D, em plena Omaha Beach, se lamentava do seu destino ingrato ao serviço das forças militares capitalistas. Era esta a morna do soldado, apelidado Morabeza, redundância de nome com o próprio lamento, antes de entrar numa das acções mais espectaculares da 2ª Guerra Mundial. Segundo rezam as crónicas do dia, Morabeza sobreviveu miraculosamente ao desembarque e conseguiu ultrapassar a falésia, apenas para se ver embrenhado uns quantos kilómetros terra adentro e completamente rodeado de inimigos. Devido ao facto de ser o único soldado cabo-verdiano nas tropas aliadas, foi montada uma missão de salvamento para que pudesse regressar são e salvo à sua amada terra.
O destemido grupo escolhido para salvar private Morabeza consegue o seu objectivo encontrando Morabeza enfiado num buraco cantando as suas mornas. Feito o resgate, volta para junto do seu povo terminando a sua vida em lamentações de quem, por uma vez, foi levado a viver a maior loucura humana.

terça-feira, março 16, 2010

O Ser Humano... ESSE ANIMAL!

É verdade, infelizmente é bem verdade... nós somos uma das espécies mais violentas e estúpida que habita a face deste planeta, e estúpida porque continua a ser violenta apesar de milhões de anos de evolução racional. Prova disso é os nossos próprios símbolos nacionais servirem de veículo propagandístico e perpetuador dessa fúria animal; não são só os portugueses, mas foram eles que vieram a este caso: estou a falar dos hinos nacional e da Região Autónoma dos Açores.
Ambos são símbolos não haja dúvida e um deles nacional. Vejam só a mensagem que andamos a cantarolar todas as vezes:
"Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela pátria lutar!
Contra os Bretões marchar, marchar!"
Este é o refrão original escrito aquando do Ultimatum de 1890 e servia para enraivecer as hostes portuguesas contra os habitantes da Bretanha, mais especificamente os ingleses. Sim, como se tivéssemos alguma hipótese contra a maior marinha e exército da época.Mas lá se grita às armas,vamos a eles, sobre a terra e sobre o mar e não era sobre o ar porque a aviação com motor ainda não tinha sido inventada mas podíamos bombardeá-los a partir de planadores em dias com o vento de feição. Mesmo assim não era tão mau como o refrão que sobreviveu no 'cover' republicano:
"Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!"
Contra os canhões marchar, mas estão doidos ou quê, pensam que nós somos a Brigada Ligeira: e lá vamos nós como pinos à espera das bolas de bowling.
Num dos nossos símbolos mais prezados e valorizados melodicamente, há um descarado apelo à violência, pior ao genocídio desmiolado!
Este sentimento de querer talvez transmitir maior alma ou garra nacional, inflamar as hostes à boa maneira medieval antes da batalha, incendiar as tropas antes do combate para que possam lutar furiosamente sem pensar no que estão a fazer, estará talvez por detrás de tudo, e é continuado no hino regional que se segue:
"Para a frente! Lutar, batalhar
Pelo passado imortal,
No futuro a luz semear,
De um povo triunfal."
Mais uma vez é tudo para a frente, recuar? Nem pensar, lutar e batalhar tal como na guerra de trincheiras da 1ª Guerra com aquelas cargas fenomenais de peito aberto, baioneta colocada no rifle e lá saíam os bravos idiotas a correr pela terra de ninguém só para serem massacrados pelo tiro de metralhadoras. As ideias de generais confortavelmente sentados a digerir um xerez no seu quartel-general palaciano a milhas da frente, delineando estes planos idiotas sem ter noção da realidade e à custa do sacrifício de outros, faz lembrar um pouco os dias actuais quando os chefes de governo perdem para apertar o cinto por causa da crise mas eles não estão em crise, não a sentem.
Mas a verdade é que nós estamos a passar uma mensagem de violência de forma escandalosa e depois ainda se queixam do aumento da criminalidade e da perda de valores cívicos da juventude! Que querem, quando andamos a bradar o armamento e o choque frontal! O que precisamos é de um adeus às armas...numa verdadeira revolução.

quarta-feira, março 10, 2010

de volta aos bons velhos tempos...


É com "JUSTIÇA RENEGADA", "URBAN JUSTICE" em inglês que Steven Seagal o mais polimórfico actor de filmes de acção, vulga pancadaria, volta aos grandes écrans. Mas volta aos bons velhos tempos, à sua melhor forma patenteada em "Força em Alerta 1" e "Força em Alerta 2", "Under Siege" em inglês. Não aos mesmos muito bons e velhos tempos de Jason Storm e de Nico (à Margem da Lei), esses já não voltarão com certeza, mas mesmo assim, a uma forma que pensávamos já perdida nas suas últimas produções como "Império do Sol Nascente", em inglês "Into the Sun". Nessa fase descendente Steven até precisou de duplos em certas cenas de pancadaria coisa que já não acontece neste novo filme onde um pai com um passado claramente obscuro, vê o seu filho ser assassinado num bairro suburbano de Los Angeles dominado por gangs, o dia a dia na América de hoje. Ele não vê mesmo o filho ser morto mas enceta uma cruzada de destruição de ossos da mão, de pontapés no baixo ventre que projectam os adversários para a parede, parte o pescoço a um tronchudo afro, desvia-se de golpes e contra-ataca eficazmente no seu estilo inconfundível de mãos e antebraço. Um espectáculo visual para os fãs. Matar o filho de uma personagem desempenhada por Steven Seagal é não desejar viver, é morte certa, e Steven vai partindo tudo literalmente até chegar ao killer que é despachado mortalmente. Há pancadaria, tiros, tiradas stevianas que recorre a uma linguagem mais de ghetto "Tell every motherfucker on the street they're not safe 'till I find the motherfucker who killed my son", esquivas a armas de fogo apontadas à sua cara, enfim... o melhor que pode haver e feito mesmo pelo actor, mais gordinho, com umas suiças do tempo do liberalismo, mas com uma rapidez estonteante.
O casting ajuda ao sucesso do filme pois conta, como se pode ver no cartaz do filme "poster" em inglês, com o famoso Juanito 23 de Con Air (segunda cara a contar de cima do lado direito, Danny Trejo) e o fantástico "crazy eye" de "The New Guy", Eddie Griffin, em português "Um Zero à Esquerda".

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

A VER VAMOS...E VIMOS.

"Não precisas de te matar jovem pois já o fizeste, se calhar estás a pensar em arranjar mais umas confusões com o treinador e dares mais cacetadas dentro de campo e arranjares mais ressacas durantes os jogos e levares mais cartões, em vez de jogar à bola, tal como fizeste no SLB na maior parte do tempo.
A ver vamos!"


Isto foi o que eu escrevi aqui no blog numa entrada antiga aquando da ida de João Pereira do Braga para o Sporting. Conhecendo já o jogador desde o tempo em que jogou no Benfica e sendo, modéstia à parte, cada vez mais um excelente analista de futebol e dos seus meandros dentro e fora das quatro linhas, vacticinei que este poderia ser um cenário para o seu desempenho no novo clube.
Eis que na meia final da Taça a Que Ninguém Liga o jogador confirmou a minha previsão ao ser expulso com vermelho directo logo aos 9 minutos de jogo creio eu. Num lance ao seu estilo, cheio de genica e da animalidade, de alguém completamente desmiolado... e porquê?... porque fez uma entrada daquelas num jogo de uma meia final de uma taça a eliminar num só jogo, quando a sua equipa tinha a pseudo vantagem de jogar em casa, com um rival secular, tão cedo na partida.
São muitos argumentos maus e péssimos juntos. Tive razão e só espero que ele tenha aprendido mais uma lição e que esta lhe valha pois o João Pereira é muito bom jogador e tem lugar até na selecção quando se concentra e joga aquilo que sabe... à bola e na bola.
Para já vejam aquilo que ele consegue fazer sem bola!

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

COISAS DO TÚNEL!

Há quem dissesse que o grau de desenvolvimento de um povo media-se pelo valor que davam ao seu passado histórico, outros ao tratamento que prestam aos seus idosos, outros à preservação da fauna e flora..etc,etc,etc. No nosso caso espero que nunca tal afirmação use como termo de comparação o futebol português. O currículo que passo a apresentar em imagens alusivas, directa ou indirectamente, é prova em absoluto dessa afirmação. Currículo esse que foi enriquecido muito recentemente com mais um acrescento que louva e enobrece o nome de Portugal além fronteiras.

CURRÍCULO DO FUTEBOL PORTUGUÊS: ANOS RECENTES
(a ser apresentado em futuras candidaturas a eventos desportivos internacionais)

1997- Jogador que não é convocado para jogo da selecção nacional parte para a porrada contra o seleccionador nacional numa tentativa de castigo e, quiçá, numa estúpida esperança que este reconsiderasse e o convocasse. O adjunto intrometeu-se e também levou na cara. Curiosamente (ou não) havia repórteres na área e o episódio ficou registado. Não há como escapar.


2002- Jogador da selecção nacional agride com soco no baixo ventre, vulga barriga, em pleno jogo, o árbitro por discordar de uma decisão por este tomada. Esqueceu-se por momentos que desde há muito que os jogos são televisionados.


2007- Jogador da seleccção nacional em pleno jogo do campeonato mundial de sub-20 rouba o cartão vermelho do árbitro quando este se preparava para o mostrar a um colega de equipa. A ideia até que era boa e lógica: se o árbitro não tiver o cartão...não o pode mostrar, mostra o amarelo na pior das hipóteses. O plano estava condenado à partida pois esta inteligência esqueceu-se que quem manda é o árbitro e quando este recuperou o cartão mostrou-o ao colega e depois ao prevaricador. Mais uma vez a juventude toldou o raciocínio parco deste atleta que esqueceu-se que também os campeonatos do mundo são televisionados.


2008- Seleccionador nacional tenta agredir com murro de punho fechado, vulgo soco, um jogador adversário com desculpa que este estava insultando e atacando os seus pupilos. Esqueceu-se do seu lugar e de que as câmaras adoram estas confusões mesmo quando elas acontecem depois do jogo acabar, pois não deixam de gravar quando o árbitro apita para o fim.


2008- Dando um descanso à selecção nacional, as atenções viram-se para o campo dos comentadores e dos pseudo dirigentes desportivos. Primeiro alvo é um mediático comentador que sofre uma espera fora dos estúdios onde palestrava, certamente por causa de algum comentário que teceu e que não foi de agrado de alguns ouvidos. O reforço de porrada esperava conseguir suavizar o raciocínio deste para medir melhor as palavras. Mas parece que o comentador soube defender-se ao pontapé e evitar danos maiores para a sua cara. Algo que também parece não ter sido atingido foi o seu ego e a sua voz pois os seus comentários não mudaram de tom. Neste caso não houve imagens mas talvez agora a estação pondere a colocação de câmaras de vigilância à saída para não perder pitada do próximo ataque.


2009- Este comentador e dirigente desportivo em par-time foi alvo de idêntica espera (quem sabe feita pelas mesmas pessoas) supostamente pelas declarações ou intenções que podemos ler em rodapé na imagem. Fazer carreira desportiva em Portugal no que toca à vertente do dirigismo pode por vezes ser muito doloroso, se bem que não conseguimos ver de novo qualquer mazela provocada por esses esbirros, o que leva a desconfiar que, também pela falta de imagens, sejam mulheres, adeptas de futebol, e nós sabemos bem o entendimento que as mulheres têm do futebol, especialmente das regras. Por isso deverá de ter sido uma claque feminina recém criada, que num momento de típica exaltação clubística decidiu desancar nestes dois profissionais do comentarismo.


2010 - Um reincidente nestas andanças que, desta feita, executa o acto de porrada enquanto Director Desportivo de um clube, imagine-se. O acto foi consumado no espaço sagrado e cheiroso que é o balneário de uma equipa de futebol e o alvo foi a mais recente contratação da selecção nacional, sim, as selecções já são autênticos clubes e fazem naturalizações como um clube faz uma contratação. Não temos imagens do arraial mas esta cena tirada quando ambos eram colegas de equipa já dá para ver que o agressor que se encontra na esquerda, já está a tirar as medidas à vítima, mal esperando para lhe fazer a barba a murro.


2010 - Se já na situação anterior estávamos de volta à selecção, embora indirectamente, eis que este próximo acto desmiolado atinge o zénith deste currículo ao juntar a selecção nacional e o comentarismo. O actual seleccionador nacional, em pleno aeroporto antes de embarcar para o sorteio do Euro 2012, envolve-se ao murro com um antigo comentador desportivo (à direita na imagem) que por acaso se encontra ao serviço da UEFA, tendo ambos que ser separados, imagine-se por quem, pelos passageiros que se encontravam no local. Não há imagens, apenas as declarações em jeito de flash interview depois do festival de punhadas, fazendo um rescaldo do acontecido e dizendo que afinal não tinha sido assim uma coisa muito grave.

Esta é a cereja em cima do bolo e que definitivamente nos coloca nos píncaros do futebol internacional, enquanto motivo de chacota e de exemplo do mais básico animalismo e falta de educação. O povo não merece pá!

O 25 DE ABRIL AO CONTRÁRIO


Foi Francisco Adolfo Coelho, eminente pensador, membro presente no apogeu da Geração de 70 nas Conferências do Casino em 1871, tendo a cargo uma conferência intitulada "O Ensino" (curiosamente), classificada por Carlos Reis como "a mais bem estruturada", que redigiu a melhor definição do "português" que ainda hei-de colocar aqui neste blog um dia pois vale a pena ler. Essa definição explicaria na perfeição a causa deste país ser a miséria que é: é que é estrutural, está gravado na genética do povo, da sua cultura e modo de ser, e se alguma vez pensarmos em melhorar a nossa nação, temos que fazer tábua rasa de muita coisa. É claro que tudo começaria com o sistema de ensino para definir-se um ponto zero a partir do qual se poria em prática "a política correcta". O problema está em chegar a essa politica.
Este país talvez nunca esteve verdadeiramente bem, e continua mal. A grande causa a meu ver é a corrupção e a ausência de pessoas correctas nos locais correctos nas alturas certas da História. Tal continua a subsistir, ou seja, continuamos a ter as pessoas erradas nos locais correctos, seguindo políticas parcialistas e minoritárias...o quando Histórico já nem é relevante: estamos sempre na crise. Mas aproximamo-nos de um ponto de ruptura, de transformação radical...de Revolução diriam...NÃO, não de revolução...de anarquia!
A nossa sociedade portuguesa, mas também ocidental, ao continuar os trilhos de uma política dita socialista que assenta na distribuição desigual da riqueza, no privilégio e protecção de uma minoria que suporta os interesses do Estado e na gestão dos seus recursos espremendo a população activa, caminha para o desastre.
E já houve avisos como na Argentina há alguns anos atrás em que o povo saiu para a rua tal era o grau de insatisfação. O POVO...sim o nosso Zé Povinho, ignorante, crítico, mas com um apurado senso comum a continuar esta vida irá...melhor, tem de fazer o mesmo, pois só assim é que este país vai finalmente regenerar-se.
Não foi com a Revolução Liberal de 1820, não foi com a Implantação da República em 1910, e não foi também com o 25 de Abril de 74 que o país melhorou, pois não houve lideranças que fizessem as alterações estruturais nas mentalidades.
Sim, o 25 de Abril não mudou nada e porquê? Porque quem fez a Revolução não foi o Povo, o POVO estava a dormir e acordou com o troar dos tanques, senão continuava na cama para mais um dia. O Povo não fez a Revolução, assistiu; quem a fez foram os militares que abriram caminho para uma pseudo democracia. As verdadeiras e as grandes revoluções são feitas pelo Povo, por essa massa anónima, uma turba movida por um sentimento estilhaçado de insatisfação comum. O 25 de Abril não foi uma Revolução foi uma mudança de gerência com alguns benefícios sociais. Ao cabo deste tempo todo muitos podres do sistema ainda cohabitam.
Só quando o Povo sair todo à rua espontanemante, sem convocatórias de forças sindicais ou partidos políticos, sem fins ideológicos que não sejam o da justiça social, e parar com tudo e for à procura dos que governam, para si e não como mester aos outros...aí sim, quando a anarquia estiver instalada por um breve momento, far-se-á a tábua rasa para começar de novo.
O truque...bem, o truque está em fazer aparecer, talvez pela primeira vez, a ou as pessoas idóneas para governar num "25 de Abril ao contrário", quando seja o cidadão a acordar as tropas.

terça-feira, fevereiro 02, 2010

ERRO DE CASTING.


Olhem para esta cena retirada da nova série da pimbalhada juvenil que são os Morangos com Açúcar e vejam só o tremendo erro de casting ocorrido. Não sei como é que foi possível isto acontecer pois os ditos pimbas já vão em sete temporadas e já deviam de ter experiência suficiente para não cometer estes lapsos: sempre pautaram o elenco com jovens moçoilas atraentes vagueando em trajes menores quando não era mesmo em bikini em filmagens invernosas tudo em prol da qualidade e do realismo da série obviamente.
Mas quando estavam a fazer o casting para esta nova sequela deve de ter faltado a luz quando se preparavam para começar a escolha de candidatas a esta personagem: "Epá que chatice ter faltado a luz agora que estávamos já prontos a despachar isto. É a última personagem...epá, olha Manel manda entrar a primeira candidata que fazemos isto mesmo assim... Como se chama?
"jehoçbhçoegvhoir"
"Ah bom! Tem experiência televi...caraças que raio de pergunta esta, claro que não é preciso ter experiência, basta ter um par de... bem, em frente, a menina é jeitosa...quero dizer, é saudável, trata bem do corpo, está em forma?"
"suagogasovs"
"Bem deve de estar senão não vinha a este casting. Olha tá feito! Bem vinda, vá lá assinar o contrato na secretaria que depois vemo-nos..."
E pronto, tiveram que amarrar com a tronchuda!
Será que é uma aberta na política descarada de venda de um ideal de corpo humano jovem e bronzeado só para agradar à vista...ou foi só o dijuntor que disparou?

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

ESCAPE FROM...HAITI.


A popular saga de Snake Plissken, um anti-herói, feito anti por traição do seu governo, muita à imagem dos retornados do Vietnam que também é abordado em Rambo, é a figura central criada pelo mestre John Carpenter para as famosas "fugas de", em inglês, "Escape from New York" e "Escape from L.A." respectivamente. O delfim da Carpenter está presente, como não poderia deixar de ser: é ele Kurt Russel, que acompanha Carpenter já desde clássicos como "A Coisa", "The Thing".
Na saga de Snake, esta personagem dura, de poucas falas mas de tiradas sarcásticas, luta contra o tempo e a vida, procurando resgastar e escapar de duas cidades destruídas e transformadas em prisões: primeiro Nova Iorque, com a famosa cena da aterragem no topo de uma das torres do World Trade Center com um planador, numa história passada em 1997, e, depois, Los Angeles, separada do continente pelo "The Big One", conceito californiano para o grande terramoto que a população deste estado se encontra à espera, e que, provavelmente, terá a mesma consequência que se vê no filme, e que se passa em 2013.
Em ambos os casos Snake consegue sair-se bem: no primeiro filme foge de um vilão interpretado por Isaac Hayes, resgatando o presidente dos E.U.A. sob pressão governamental exercida por um hipnótico Lee van Cleef; no segundo filme, pressionado por Stacey Keach, resgata a filha do presidente para, no final mais vingativo que já alguma vez vi e que define a frase " a vingança é um prato que se serve frio", em americano, "payback's a bitch", ele "desliga" o Mundo enquanto acende um cigarro: genial este momento.

Apesar de se falar em uma sequela em que Snake veria a fasquia da fuga elevada a uma escala planetária, pois teria que fugir do Planeta Terra antes que fosse engolido num buraco negro (seria este o argumento previsto para o terceiro filme após consulta na net), creio que a melhor forma de continuar a saga nem seria voltar no tempo e fazer um filme sobre a fuga de Cleveland, "Escape from Cleveland", uma aventura mencionada em ambos os filmes...mas sim elevar ainda mais a fasquia e propor a fuga do Haiti, em inglês, "Escape from Haiti".
As vantagens são imensas: o local das filmagens é perto dos Estados Unidos; não é preciso construir, ou neste caso destruir o cenário pois ele já se encontra montado, basta só filmar; pediam boleia ao exército americano no transporte de equipamento e ainda os utilizavam como extras, rodando um filme cuja história centrar-se-ia na fuga de Snake Plissken do Haiti que lá tinha ido para resgatar o presidente antes que o palácio caísse. Snake seria iludido nesta missão pois seria levado a crer que tinha contraído Gripe A e que se não voltasse a tempo para levar Tamiflu, afogar-se-ia em vómitos e diarreias no Haiti. A figura governamental a exercer pressão poderia ser William Shatner, e o presidente seria desempenhado por Puff Daddy, numa versão Obama, mas de Armani e coberto de jóias. Com este casting o sucesso está garantido. A razão para resgatar o presidente...nem precisa de razão, é o presidente e basta, num terceiro filme desta "bilogia" já ninguém liga a isso.
Snake terá de se infiltrar no Haiti, lançado de um helicóptero como mantimento, percorrer as ruas destruídas, desviar-se dos saques, fugir às réplicas, evitar a ajuda humanitária e apanhar o presidente resgatando-o pela cúpula boa do seu palácio.

Que tal Hollywood?