sexta-feira, setembro 11, 2009

Contra senso!


Estava a entrar outro dia no hiper e, passando pela zona da livraria, olhei de relance para este título bibliográfico cuja imagem reproduzo.
Já há inúmeras piadas sobre os kamikaze e os infortúnios inerentes à natureza da sua missão e do seu estatuto enquanto piloto de caça.
Deve ser difícil encontrar matéria prima para escrever um livro com este título pois não há muito para ler. Num "Diário de kamikaze" não há dia seguinte, ou não deveria de haver.
O diário de um kamikaze só deve de ter uma entrada que deve de ler mais ou menos o seguinte: "20 de Julho de 1945- Hoje finalmente, vou ter a minha primeira e única missão como piloto kamikaze. Às 0600 vamos beber um saqué (se calhar vou beber dois por via das dúvidas) e depois partimos às 0730 para atacar os inimigos do Imperador. Não conto voltar a escrever neste livro"(traduzido).
E pronto... se por acaso o diário tiver um dia seguinte já não se pode chamar de um kamikaze mas sim de um desonrado que devia de fazer haraquiri antes que alguém lhe corte a cabeça, ou pior, lhe meta de novo dentro de um caça para um segundo kamikaze: mas aí ele seria um repescado e o título do livro passaria a "Diários dos kamikaze repescados".
Parto do princípio que neste livro todos acertaram no alvo e os diários nada mais são que breves linhas de cada um dos pilotos.
Ou então, que sejam muitos dias até o fatal e que existam diários genuínos... entramos aí no campo das mentalidades, mostrando, o livro, um turbilhão de dilemas psicológicos nipónicos, existenciais ou fundamentalistas.
Se for o caso é interessante, tornando-o numa possível compra.

sexta-feira, setembro 04, 2009

GRUPOS DE RISCO REDOBRADO!


Neste típico alinhamento de polícia de filmes americanos sobre os grupos de risco em contrair a Gripe A reparem bem na figura do Idoso, o primeiro da esquerda, e vejam bem onde é que ele tem a mão!
Sim, o velhote está a esgalhar o pessegueiro enquanto olha para o puto!
Por isso há mais um grupo de risco a acrescentar: Idosos Pedófilos.

RECORDE DO GUINNESS PARA MAIOR CONCENTRAÇÃO DE CROMOS (mas esta gente existe?????)




O prometido é devido e realmente há fãs que extravazam o conceito do que devia ser uma manifestação e não devoção exacerbada, de apreço por um determinado artista, clube ou entidade afim que se preste a ter fãs, mas um apreço com conta peso e medida e sem fundamentalismos.
Ora não é o que se passa em casos como a Guerra das Estrelas e Star Trek com os famosos "trekies", pessoas sem vida que passam o tempo todo num mundo de fantasia e de conto de fadas reproduzindo e alimentando-se da sua série ou ídolo.
São os chamados "cromos".
Os de Michael Jackson batem a restante concorrência com uma disputa internacional para ver quem consegue reunir o maior número de pessoas num determinado local e colocá-las a dançar o single do finado que dá pelo nome de Thriller. Aparentemente no México conseguiu-se o maior feito com quase 13 mil cromos a dançar ao som desta música no dia do 51º aniversário do fétero.
Impressionante: tanta gente sem nada para fazer, sem vida própria, sem vergonha e sem amor próprio para se prestar a isto. As imagens são do mais hilariante com aqueles desgraçados a bambolearem-se descoordenadamente para se fazerem passar por zombies (muitos deles mesmo com máscaras). É o fim da Civilização Ocidental, já não há retorno!
O Verdadeiro Thriller mais uma vez seria ver aquela gente toda a contrair Gripe A: sim cromos, qual a melhor maneira de escapar a este vírus senão ir para um ajuntamento de milhares de pessoas num espaço confinado na capital do país onde surgiu a epidemia. Deve de ter havido uma carrada de espirros e de clames.
Se realmente querem bater de uma vez por todas o recorde e serem o mais fidedignos possível, acampem na praça por mais uns dias e esperem pelas diarreias e vómitos e então sim comecem a dançar esguinchando líquidos por todos os orifícios...muito melhor que o Exorcista.

quinta-feira, setembro 03, 2009

O VERDADEIRO THRILLER!


Acalmem-se fãs (cromos...essa depois eu explico) de Michael Jackson pois o rei da pop (ele ou Prince...hum!)está VIVO e a prova é a sua reedição do clássico que mais cópias vendeu na História da discografia: THRILLER!
Sim, Michael está de volta e vai apresentar a genuína versão de THRILLER, desta feita sem maquilhagem pois ele vai, de novo, encarnar a pele de um zombie dançante nas ruas de uma qualquer localidade americana 70 DIAS DEPOIS DE MORTO.
Depois deste tempo todo é que o rapaz vai ser enterrado: até lá deve de ter estado congelado, ou não, se não for o caso, então que se faça um THRILLER e que se veja o artista a dançar todo putrefacto numa rua, projectando os seus membros para os lados, até cair imóvel, cruel figura de um ser que já não é...
Ah o amor à arte, ao quanto obrigas! Agora sim é que ele está pronto para gravar o verdadeiro Thriller! Quem segura esta marioneta?

sábado, agosto 22, 2009

O FIM DA SOCIEDADE OCIDENTAL CRISTIANIZADA OU DOS VALORES MAIS INTRÍNSECOS DO SER HUMANO.


Praga, 21 Ago (Lusa) - O presidente conservador da República Checa, Vaclav Klaus, defende num livro da sua autoria que o aquecimento global é um mito que ameaça a liberdade e o bem-estar das pessoas.

"O Planeta Azul em Perigo" retoma o argumento do anterior título, "Planeta Azul", de que as mudanças climáticas ameaçam os valores liberais, introduzindo um novo tipo de ideologia totalitária camuflada na ecologia.

"Os mais radicais estão a usar o aquecimento global para apoiar uma maior entrada do Estado e da política na sociedade humana", escreve Vaclav Klaus, citado pelo jornal Mlada Fronta Dnes.


ATÉ QUE ENFIM QUE ALGUÉM COM UM CERTO STATUS NA SOCIEDADE VEM DIZER A VERDADE ECOLÓGICA: NÃO HÁ AQUECIMENTO GLOBAL (tudo uma tramóia estadual para controlar a sociedade; não falta água, as reservas são inesgotáveis; os desertos não estão a avançar e as calotas polares não vão derreter);

NÃO HÁ UMA CRISE ECONÓMICA NAS SOCIEDADES CAPITALISTAS FRUTO DA ESPECULAÇÃO E DO CRÉDITO MAL PARADO (tudo uma tramóia estadual promovida pelos lobbys bancários para continuar a política do "apertar o cinto" aos trabalhadores, e à classe média, o grande populos que alimenta o estado)...espera aí, eu acredito nessa!!!...

NÃO HOUVE O HOLOCAUSTO(tramóia judaica para autovitimizar-se e conseguir um estado soberano a aumentá-lo a partir de escritos ancestrais; todas as imagens apresentadas são montagens utilizando pessoas super magras mas que apenas eram culpadas de terem um metabolismo muito rápido, os campos de concentração foram construídos por terratenentes hebraicos e tudo o demais é a maior mentira alguma vez produzida e encenada a seguir à igreja cristã romana apostólica)... os nazis é que são as verdadeiras vítimas!

HOJE EM DIA A EVIDÊNCIA MAIS BANAL É PRONTAMENTE DESTRUÍDA POR ALGUÉM QUE DIZ QUE AQUILO É MENTIRA. A NEGAÇÃO É A ARMA DA DEMAGOGIA DO SÉCULO XXI.
COM ISSO DESTROEM-SE OS VALORES MAIS HUMANOS E BÁSICOS DA SOCIEDADE OCIDENTAL (E MUNDIAL DIABOS! DEIXEMO-NOS DE PRESUNÇÕES) E DISTORCEM-SE FACTOS INEGÁVEIS; COM ISTO ESTAMOS À BEIRA DA ANARQUIA... NÃO HÁ CERTEZAS!

É O PREÇO DA LIVRE EXPRESSÃO QUE PERMITE QUE QUALQUER UM DIGA O QUE LHE APETEÇA MESMO QUE CONTRARIE FACTOS HISTÓRICOS OU VALORES HUMANOS INEGÁVEIS.

SOLUÇÃO PARA ISTO: "MEU RICO SALAZAR!"

PRISÃO PERPÉTUA PARA TODOS OS DE MÁ ÍNDOLE (A PENA DE MORTE É MISERICORDIOSA DEMAIS!)

terça-feira, agosto 18, 2009

O PACHACHA DA ÍNDIA!


Não é nenhuma produção erótica de Bollywood (antes fosse), é pura e simplesmente como chamo ao excremento televisivo que dá todos os dias (creio que nem o fim-de-semana escapa) num canal privado português que já há muito, tal como outros, esqueceu ou deturpou o conceito de entertenimento público privilegiando uma estupidificação de massas virada para a produção de uma subcultura amorfa e espectante da próxima defecação.
Esses canais já deixarem de prestar um serviço público há muito, daí talvez a necessidade de terem criado homónimos dedicados única e exclusivamente ao serviço noticioso para continuar a disfarçar a sua existência ou a justificá-la.
Assim, dedicam-se ao novelismo em massa e para as massas com produções estrangeiras ou nacionais.
Das estrangeiras, pois graças a Ele o Brasil é um país estrangeiro, vem novelas com as mesmas histórias, enredos e desfechos, mudando apenas o pano cultural de fundo; já não há originalidade e é sempre tudo igual desde há uma boa década e meia atrás.
Jã não é preciso pensar em mudar, o público já está lavado cerebralmente por esse pacote e funciona.
Os actores...bem os actores são sempre os mesmos e começo a desconfiar que já não são os originais mas sim clones dos primitivos que já morreram há muito. A figura cujo nome satirizo porcamente é um bom exemplo disso: desde que sou vivo que vejo aquela alminha em novelas e o tipo parece sempre o mesmo, livra! Não pode ser, é outro, um clone perfeito em tudo, até nos pelos das costas.
Prova desse controlo promovido pelas novelas é o facto das pessoas, mais do que religiosamente se sentarem todos os dias à mesma hora para ver a flatulência, é o viver intensamente as personagens e as suas histórias como se fossem mesmo de verdade, eu vejo isso nos seus olhos, a forma como falam mal do vilão, como avisam o herói (eu faço o mesmo e pior ao ver futebol mas ao menos aquela porcaria é real).
Fantástico esta da Índia: eu vejo-a e passo-me a rir!...mas preocupo-me!
Bem, das nacionais é só um desfile de mamas e rabos dentro de biquinis, isto nos Morangos com Açúcar: não há gordas nas praias? Nos bares da malta jovem? claro, o cinismo vende! Nas restantes nacionais a comédia é ainda maior mas já não me as deixam ver pois o pachacha monopoliza tudo!
Podem dizer: "não queres ver não vejas!", ou "vai para outra televisão!". Não vejo e agradeço e se tiver sorte tenho outra televisão, mas se não tiver lá perco pois a maioria é pachacha...da Índia a bem dizer. Ler, navegar na net, maravilha o mundo continua a existir para além do espaço nobre; não falo mal deste fenómeno por mim mas pelos outros que são escravizados. Presunção, talvez... mas se ainda se ensinasse alguma coisa vendo esses dejectos, mas é tudo muito pobre nesse aspecto e isso é que é preocupante.

"É DE PEQUENO QUE SE DESENTERRA O PEPINO!"


Pois é, há coisas do pepino, como por exemplo pensar que os ditos cujos cresciam e madureciam debaixo da terra, coisas de um belo rapaz da cidade que as únicas vezes que via este belo alimento, fresquinho e pevidento, era ou no prato ou na banca dos vegetais no hiper.
Dai até pensar, melhor, imaginar ingenuamente que eram um qual tubérculo como a batata ou o próprio inhame (se é que este é classificado como tal...mas também não interessa), foi um pequeno passo, nem pequeno, foi imediato: pepino=debaixo da terra.
Qual foi a minha epifânia regada com muito gozo, quando constatei do verdadeiro ambiente em que o pepino crescia: não fiquei muito afectado, o meu mundo não foi muito abalado, nem o meu ego pois o mais importante era gostar imenso de pepino.
Mas a verdade é que o bicho cresce bem cá fora imaginem só; fiquei a saber mais um facto e agora até já tenho uns pezinhos a crescer na minha hortinha.
Como diz o povo: "é de pequeno que se torce o pepino", no meu caso era preciso desenterrá-lo.

sábado, julho 04, 2009

THRILLER NO BESSA!


Michael Jackson morreu e o Boavista F.C. não tem dinheiro para competir na despromovida série em que ficou o que é o princípio de um velório.
O Boavista é axadrezado de equipamento e o Michael Jackson esteve para ir para o xadrez por abuso de menores.
Michael Jackson nasceu preto e morreu branco devido a uma doença de pele, tal como o Boavista que tem preto e branco no seu axadrezado. Preto e branco do xadrez boavisteiro é o "Black or White" que foi o título de uma música de Michael Jackson, numa visão multicultural.

Estas coincidências arrepiantes estariam completas se Michael Jakcson fosse sócio do Boavista mas duvido muito que as analogias contiuem por aí dado que ele só esteve uma vez em Portugal e não teve grande contacto com nada a não ser com o palco e com o ar que por cá se respira.

A felicidade não é para todos! Saúde e bichas!

Impossibilidades...


Há 3 coisas neste mundo que nunca vão acontecer (quase de certeza absoluta)

1ª- meu irmão vindimar;

2ª- El-rei D. Sancho subir o Pico;

3ª - Ver o "Syriana".

A primeira impossibilidade é por causa das costas, a segunda costas e pernas e a terceira é de sono mesmo.

O Syriana é estranhamente confuso logo no início e nem mesmo o George a escapar de uma explosão sem olhar para trás, tal como foi muito bem parodiado no MTV Movie Awards 2009 pelo Andy e pelo Will Ferrel que gozavam com o facto de os verdadeiros heróis, os verdadeiros duros nunca olharem para trás quando há uma explosão que eles sabem que vai acontecer, é o suficiente para manter o espectador amarrado. Não se percebe nada da história logo no início o que, aliado ao facto de tentar sempre ver a película numa sessão nocturna, tem resultado em 3 tentativas (creio que já vai em 3) que acabam num ronco profundo acompanhado de espasmos e babanço numa poltrona. Quando despertamos é direitinho para a cama e há de se tentar para a próxima.

Depois, lá num outro dia, pimba, mais do mesmo: um "plot" muito confuso, sem se perceber nada de nada, muito à "Old Boy" mas muito mais secante pois mete política pelo meio... e de novo é para dormir.
Este melodrama político à americana, ou melhor à Syriana, é aconselhado para insónias agudas, benfiquismo, enjôos de todo o género e contracções...passa tudo!

quarta-feira, maio 06, 2009

ETA faz harakiri


Um grupo terrorista que se preze não deve de fazer atentados sobre os outros mas, já agora sobre si próprio para manter as coisas animadas!

É exactamente isso que o grupo separatista basco acabou de fazer quando ouvi a notícia que são duas mulheres que estão agora à frente dos seus destinos!
Acabou-se a ETA meus caros amigos! E afinal era tão fácil! Se o governo espanhol já tivesse pensado que não era com tácticas antiterroristas que conseguiam isso, mas sim pura e simplesmente colocando mulheres no poder.

A ETA está finada e porquê? Já viram duas mulheres a entenderem-se ou a concordar com alguma coisa? Se fosse só uma mulher a liderar a ETA iríamos ter gorros cor-de-rosa em vez de pretos ou brancos a proteger as cabeças e identidaddes dos etarras, mas com duas o dilema vai ser entre o cor-de-rosa e o jasmim! E as coisas não ficam por aqui: o tipo de rastilho, o comprimento do pavio, a marca da camioneta onde colocar os explosivos...pior, a cor da camioneta, etc, etc, etc...estão a ver a quantidade de decisões que um grupo terrorista tem de tomar para levar a cabo os seus intentos, impossíveis de realizar com mulheres, pois elas pura e simplesmente não se conseguem decidir sobre nada!!!

A ETA já era!

"VAI PARA O CARAÇAS"


É com esta tirada que os polícias na série portuguesa com o mesmo nome se insultam.
Ontem passei o serão a ver a reposição desta obra prima ne RTP Memória, obra prima da comédia que rivaliza à vontade com "O Tal Canal", embora seja da década seguinte.

Aquilo é uma barrilada de gargalhadas do princípio ao fim, quiçá numa tentativa desconchavada de copiar outros modelos do género policial para televisão. "Polícias" fica na unha do pé de "Hill Street Blues" apesar de ter encontrado esta sinopse no site do Canal 1:

"Polícias é uma série policial com argumento de Moita Flores e Luís Filipe Costa, construída a partir de um caso de polícia, o caso do Estripador de Lisboa.


Esta saga policial trata sobretudo de uma reflexão sobre a violência, ao mesmo tempo que nos dá uma perspectiva do aspecto sociológico de uma Lisboa noctívaga, acompanhada por uma banda sonora que lhe assenta como uma luva.


A acção decorre do quotidiano de uma brigada de polícia com a novidade uma agente, que luta por um tratamento de igualdade. Além disso, a tónica desta série de acção conta-nos as vidas pessoais dos agentes da lei, o seu lado humano e como se debatem para enfrentar uma violência quotidiana."



O Estripador de Lisboa devia de receber a pena máxima, não só por estripar prostitutas toxicodependentes, mas, sobretudo, por servir de inspiração a uma série televisiva portuguesa como "Polícias". Os crimes nunca foram solucionados e deram origem a outro.

A banda sonora realmente assenta como uma luva...mas daquelas rotas na ponta dos dedos pois nem reparei nela, compenetrado como estava no enredo...

O único agente que vi a lutar por um tratamento igualitário, revolta-se quando a procuradora coloca sobre prisão preventiva um indivíduo que tinha enchido o cú de outro com chumbo, inadvertidamente claro ao disparar uma cartucheira sobre a sua roulote supostamente para o castigar por andar a meter gado na sua terra. O agente achava que era um tratamento severo demais para um pequeno delito e ficou ofendido como foi tratado pela procuradora...o drama, o conflito moral as relações preconceituosas de poder... motivadas por chumbo no rabo! Genial!

A tónica na vida e nos dilemas pessoais de cada agente é hilariantemente rebuscada; as cenas de acção são de escanchar a rir, mas melhor ainda é a forma como se debatem com a violência quotidiana, eles não, os seus estômagos, pois dois deles vão a uma casa de pasto almoçar e cada um pede um cozido à portuguesa mais uma garrafa de vinho tinto da casa!
Como é que eles vão conseguir combater a violência Lisboeta se mal conseguem andar!Genial!

É caso para dizer "Vai para o caraças!"

terça-feira, maio 05, 2009

O ESTIGMA "AFRO" EM HOLLYWOOD


É piada comum dizer que o negro morre sempre nos filmes americanos, tal como dizer que eles são sempre os criados, e isto mesmo fora do género de filme de época ou histórico.
Se não são os africanos, são os mexicanos, ou latinos em geral, enfim as raças categorizadas como menores ao longo da História. Reparem nas novelas brasileiras e vejam se os criados não são sempre ou quase sempre crioulos?

MAS HÁ UMAS EXCEPÇÕES! Sim, por incrível que pareça, neste mundo ou sociedade preconceituosa e xenófoba que Hollywood retrata e molda, há casos em que o africano lá chega a tempo dos créditos finais. Agora de repente lembro-me de LL Cool J em Deep Blue Sea, onde faz de cozinheiro numa estação oceânica que faz testes em tubarões extra large. O moço consegue chegar ao fim do filme mais o branco. Claro que antes ele fora mordido por um tubarão mas mesmo assim consegue resistir: único!

Esse filme é extramente importante para o desenvolvimento deste artigo de opinião por uma duplicidade antagónica que passo a explicar: nele entra o afro-americano mais resistente em Hollywood: Samuel L. Jackson, que, ironicamente neste filme é comido por um tubarão, daí a dupla importância antagógica.

Se há excepção à "matança" que os negros sofrem na 7ª arte, é este actor pois são raríssimos os filmes que protagoniza e que não chega ao fim, muito pelo contrário, nos filmes de Samuel L. Jackson quem tem que se cuidar são os brancos, os latinos, e a restante arraia miúda.

Célebres são as suas tiradas enquanto despacha bandidos, cobras, dróides (na Guerra das Estrelas ele morre vaporizado mas foi uma excepção... mas ele ressuscita através da Força por isso não conta).

Por isso remato dizendo que enquanto há Samuel L. Jackson há vida e esperança para os irmãos em Hollywood.

E nas suas próprias palavras "Enough is enough! I have had it with these motherfucking snakes on this motherfucking plane!"

quarta-feira, abril 29, 2009

O positivo no negativo!

Esta entrada resulta de uma constatação objectiva, seca, austera, fria, crua e dura com uma pitada de positivismo e de esperança cristã de que, mesmo na maior tragédia ou catástrofe telúrica, como é o caso, existe sempre algo de bom ou positivo.
Isto vem ao encontro, também, daqueles que dizem que podemos brincar ou fazer uma anedota com tudo... mesmo o Holocausto!
Falo do Vulcão dos Capelinho de 57 a 58: terrível catástrofe, que desgraça, que agonias para as pessoas. MAS QUAL QUÊ! A erupção do Vulcão dos Capelinhos foi a melhor coisa que aconteceu ao Faial no século XX.
1- não morreu ninguém (acho que só algumas cabeças de gado);
2- a ilha, que estava a rebentar pelas costuras em termos populacionais, originando que muitas famílias vivessem no limiar ou mesmo na total miséria, viu a sua demografia ficar reduzida sensivelmente para metade, fruto daqueles que emigraram, libertando o espaço limitativo do sufoco de uma sobrepopulação;
3- fruto dessa emigração, aqueles que antes viviam mal e tristemente na probreza ou que viviam na sobrevivência, ao emigrar para as Américas sobretudo, melhoraram substancialmente o seu nível de vida, fazendo, em muitos caso, fortuna, não vindo a regressar;
4- a ilha do Faial e o próprio arquipélago que até então eram totalmente desconhecidos para o mundo e mesmo dentro do território português, passaram, do dia para a noite, a capa da National Geographic, saltando para a ribalta nacional e internacional;
5-fruto dessa projecção, 50 anos depois o vulcão é um produto turístico, com toda a certeza o mais conhecido da ilha, vindo simples turistas tirar fotografias, especialistas estudar o fenómeno vulcanológico, cineastas realizar filmes, etc,etc,etc...trazendo divisas para a ilha. É incomensurável (talvez) o dinheiro que a ilha já arrecadou à custa do vulcão;
6- fruto dessa projecção e da vinda para a ilha de meios técnicos nunca antes vistos na região e ilha, ficámos com as primeiras imagens a cores da ilha em filme e com documentos históricos que não só permitem estudar o própprio fenómeno natural, mas também toda a sociedade e modo de vida, material e imaterial da época;
7- a ilha ficou maior.

Por todas essas razões a erupção do Vulcão dos Capelinhos foi algo positivo, e se pensarmos que isso é algo que devemos estar sempre à espera nestas ilhas, e ao qual não podemos fugir, por isso não vale a pena levar as mãos à cabeça quando acontece pois já devíamos de saber que vai acontecer, e que temos de encarar como uma coisa natural, devemos potencializer um pensamento também ele positivo para rentabilizar ao máximo as manifestações telúricas nesta região.

quarta-feira, março 25, 2009

COMO SER TREINADOR EM 1 LIÇÃO OU "POST"


Isto a propósito das seguintes declarações de Carlos Queiroz que encontrei nas notícias do AO online:

Há uma atmosfera especial no rosto, nos sinais corporais de cada jogador. Estamos confiantes de que este vai ser o nosso ano e que, até final, vai ser uma caminhada especial. Vamos ganhar os jogos, marcar golos”, referiu em Óbidos, onde a selecção portuguesa está concentrada.

Carlos Queiroz considerou ainda que a equipa vai ter de jogar “à portuguesa” para complicar a tarefa da Suécia, sábado, no Estádio do Dragão, no Porto em encontro do Grupo 1 de apuramento para o Mundial2010.

“Temos de fazer o nosso futebol. Temos de jogar à portuguesa, com um futebol atraente, moderno, com movimento, velocidade, fantasia, criatividade. Se pusermos essa maneira de estar dentro de campo, de certeza que ficam alguns argumentos difíceis de contrariar pela Suécia”, afirmou.

“Não vai ser um jogo fácil, frente a uma equipa difícil, mas vamos encontrar aí toda a motivação para fazer um grande jogo”, considerou.

Embora não considere o encontro com a Suécia decisivo, Queiroz lembrou que Portugal não pode perder mais pontos em casa, após a derrota com a Dinamarca (2-3) e o “nulo” com a Albânia.

Estamos numa maratona e no fim fazemos as contas. Mas é um jogo em casa e não queremos perder mais pontos. Mas, no final é que vamos fazer as contas”, afirmou.".


1- A atmosfera do rosto e os sinais corporais resultam certamente de flatos que os jogadores soltaram aquando de algum exercício mais puxado para a zona do cóxis, nomeadamente quando se sentaram depois de dar uma corridita pelo campo e soltaram os gases da feijoada à transmontana com que foram faustamente servidos na noite anterior. Por isso Carlos, se é que te posso chamar assim, não são sinais de optimismo mas de alívio e a atmosfera não deve ser muito respirável;

2- O optimismo que tenho no apuramento da selecção é o facto de Carlos começar a perceber que para ganhar jogos é preciso marcar golos, de preferência mais um do que o adversário;

3-Espero bem que Portugal não jogue "à portuguesa" nem "à inglesa" nem "à tirolesa". Espero que jogue bem, rápido, e que marque mais um golo que o adversário.

4- Da maneira que Queiroz define o "futebol à portuguesa" parece que no Sábado vamos ver um desfile de moda em vez de um jogo de futebol;

5- Queiroz começa a perceber que os jogos não são fáceis porque os adversários são difíceis: mais uma vez o meu optimismo cresce pois o seleccionador já começou a perceber o óbvio.

6- Mas há ainda arestas a limar: este jogo é decisivo, aliás os outros todos também o eram pois está um apuramento em causa. Logo é preciso ganhar o máximo de jogos, que são todos, daí a sua importância vital;

7- Já não estás numa maratona mas sim nos 100 metros barreiras;

Em sum: um treinador tem que colocar a jogar quem está mais em forma, motivado e quem trabalhou mais. Tem que conhecer os pontos fortes e fracos do adversário para escolher a sua equipa de acordo com isso e tem que meter na cabeça dos seus duas máximas fundamentais que o puto da esquina já aprendeu: QUEM NÃO REMATA NÃO MARCA E QUEM NÃO MARCA SOFRE!

terça-feira, março 10, 2009

INÉDITO: PRIMEIRO POST QUE APARENTA SER SÉRIO...E É-O, INTITULADO- "ANTERO VIVE EM ALEGRE"

Pois é meus caros amigos tinha de haver uma primeira vez.
Aquando da ante-estréia do mais recente trabalho de Zeca Medeiros, trabalho esse cinematográfico diga-se de passagem, onde, em duas horas recria (ou propõe) uma viagem pela vida de Antero Tarquínio de Quental, pus-me a pensar que havia certas semelhanças entre este grande açoreano da cultura e Manuel Alegre. Mas antes dessa analogia, deixem-me só acrescentar que senti-me tentado a ir à ante-estreia, antes de ter visto a ante ante-estreia nas notícias; depois mudei um pouco a opinião pois sobre este novo trabalho do realizador açoreano só me resta citar em jeito de comentário a deixa de Gene Wilder em "Blazing Sadles" "matei mais homens do que Cecil B. de Mille".
Antero propunha com as Conferências do casino em 1871"abrir uma tribuna" onde se discutiriam assuntos antigos com repercussões na época, onde se pensaria o presente para trilhar o futuro e onde o grande objectivo era "agitar" a opinião pública e a cultura portuguesa, amorfa.
Presentemente encontro este mesmo paralelismo tanto em projecto de vida no político dissidente que é Manuel Alegre, que afirmou que a sua campanha para as presidenciais e todo o movimento que estava a gerar não tinha o carácter partidário mas sim de gerar uma consciência cívica para debater as principais questões que apoquentam a nação. Vejo em ambos o mesmo discurso, nem tanto a ideologia, se bem que não conheço totalmente o pensamento político de Alegre, mas os objectivos finais serão os mesmos e os meios para os atingir: movimento cívico; discutir e consciencializar através de acções programadas para o efeito.
Desta forma, as Conferências do Casino ou a Campanha Presidencial de Manuel Alegre, levam-se a afirmar que Antero vive!

quarta-feira, dezembro 17, 2008

PORQUE O NATAL COMEÇA A FICAR ODIOSO, MAS...AINDA ESCAPA!!!


ODEIO O CARNAVAL! E porquê? Quem tem culpa! O governo... não, desta feita não. A culpa é da sociedade que alimenta o próprio Carnaval...em último caso a culpa é do próprio Carnaval que se repete de ano para ano da mesma maneira: odeio a monotonia da festa, odeio mesmo a sério a repetição das músicas carnavalescas. Já ouço e vejo as mesmas coisas há 32 anos: não ha inovação deste essa altura; o Carnaval brasileiro é sempre o mesmo desfile no sambódromo (podiam meter um desfile de 1988 e dizer que era de 2008 que ninguém notava diferença). As musiquinhas, ai as musiquinhas por serem sempre as mesmas já secaram a paciência. Tudo isso contribuiu para que já não consiga suportar essa festa. E tudo isto para dizer que o natal corre perigo! CUIDADO, o Natal está em perigo pela mesma razão: a repetição a falta de inovação. O Pai Natal já começa a chatear, sempre com o mesmo traje sempre com a mesma idade, lá tentam meter uns duendes pelo meio para alegrar mas não está a resultar pois eles são muito pequenos em comparação com o gorducho. E as músicas, os grandes clássicos de Natal de tanto serem repetidos anos a fio estão a desgastar-se. Aumentam as festas de Natal onde essas músicas sentimentais estão a ser banalizadas: já não são cantadas com sentimento...banal é a palavra chave aqui.
O Carnaval já é totalmente banal mas não façam isso ao Natal!!!
Cidadãos do mundo ocidental cristianizados e católicos: unam-se em volta do presépio e acompanhem Burl Ives nos clássicos de Natal!

A conspiração do tempo!!!


Acalmem-se internautas que não têm vida e por acaso visitara, e pior, comentaram este blogue: não é mais uma tese em defesa de Steven Seagal!!!
Vida nova, nova fotografia no perfil e vamos a novas dissertações diletantes!

Não sei se já repararam mas não conseguimos hoje em dia ver um relógio em público, seja numa qualquer repartição do estado, num escritório, numa clínica, etc, etc, etc. NADA! Se não é pelos egrégios relógios das torres de menagem ecleseásticas não sabíamos a quantas andávamos se fôssemos a depender do espaço público! Hão-de reparar nesse pequeno grande pormenor durante o dia-a-dia para ver se não é verdade! Cá para mim faz tudo parte de uma conspiração para gerar a confusão no cidadão que, ao não ter relógio de pulso e não sabendo as horas que são, pensa estar sempre atrasado e então andará sempre numa correria para resolver os seus assuntos aumentando assim a produtividade.
Se não é obrigatório por lei deveria de o ser: todas os espaços direccionados ao serviço público deverão de ter um relógio...e certinho!

terça-feira, abril 22, 2008

UMA AVENTURA NO GABINETE DO MUNÍCIPE

Era uma vez um Gabinete do Munícipe da CMH, inaugurado num profético 31 de Janeiro por S.Exa. o Presidente da CMH. A data não poderia ser mais emblemátca: a revolta republicana falhada do 31 de Janeiro no Porto, uma confusão armada, de onde adveio a célebre tirada "mas que grande 31". O grande 31 foi no passado dia 21 que também rima, quando me propus a comprar um exemplar dos Anais da CMH, não um vídeo indecoroso, mas um manuscrito famoso. Já sabia de antemão que tinha de me dirigir a dois balcões para o fazer pois a CMH não tem uma loja do cidadão ou algo do género, por isso dirigi-me ao novissimo espaço de atendimento ao público: é uma "finésse", com assentos confortáveis, máquina de senhas e respectivo écran com software digital, compatível com qualquer repartição, e com serviço de televisão adicional. Tirei uma senha para os "outros serviços" e sentei-me. Tinha de ir ao balcão para dizer o propósito da minha visita, sabendo depois que teria de ir a outro balcão, o da tesouraria para pagar o livro. Mas nada me podia preparar para o que vinha a seguir. Lá chega a minha vez depois do tempo usual de espera nestes casos que é bastante, se não fosse uma velhota simpatiquíssima ao meu lado que, num monólogo, distraí-me dizendo-me como a sua casa tinha infiltrações, e como tinha morrido uma certa pessoa e como lhe doía o joelho, enfim, lá passou para o meu número. Fui atendido, disse o que queria, pediram-me o nome que encontrava-se numa qualquer base de dados que para lá tinham, deram-me o livro e disseram-me que agora teria de ir de novo lá para fora esperar para que me chamassem para a tesouraria. Fantástico, que tal isso para um Simplex. Eu, já com o livro na minha posse, podendo fugir com essa obra prima (não fossem eles terem o meu nome no computador), de novo à espera o tempo usual para pagar um coisa qe já me tinham dado. Extraordinária a confiança que a CMH deposita nos seus munícipes. E depois de mais um tempo de espera lá fui pagar o dito cujo demorando quase uma hora para fazer algo que se resolveria normalmente em menos de 5 minutos. Pobres de nós, porque é que as pessoas que ocupam lugares de decisão neste país não pensam...Perguntam o que tem de aventuroso nisto: ir a uma qualquer repartição neste país é uma aventura no sentido em que nunca sabemos o que vai acontecera seguir.

sexta-feira, abril 04, 2008

CONCEITO DE SEMINOVO

Há uns tempos bem grandes atrás, um amigo meu achou imensa piada a um anúncio radiofónico onde se promovia um carro seminovo. Nunca tal , ele, talvez, se tinha deparado com esse conceito de seminovo, e desde então que o termo parece ter pegado pois já o ouvi noutras situações semelhantes: não só carros seminovos, mas também casas seminovas. Bem, a mim parece-me que este termo que representa sem dúvida o conceito de "não é novo mas também não é velho, está no limbo da qualidade, é um assim assim, um mais ou menos, ou razoável", tem muito de enganador, de superficial e, sobretudo de politicamente correcto, ou então, melhor ainda, é um eufemismo.
Porquê! Em vez de dizermos "tenho um carro em 2ª mão para vender", em segunda mão! Não, isso é foleiro, parece que o carro está mal estacionado! Dizer que tenho um carro usado, também não serve. Dá uma ideia de desgaste como se fosse uma coisa para utilizar uma só vez e agora já não se aproveita. Então que termo utilizar para modernizar o marketing e enganar a procura! SEMINOVO. Termo suave, não agride os ouvidos até é melodioso pois começa por uma letra sibilante (s) e dá uma ideia de frescura enganadora pois consegue-se introduzir a palavra novo. Sacanas de publicitários, são deveras espertos os malandros, vender o velho com palavra novo. Muito bem!
Portanto caros bloguistas que por motivos alienados lêem isto, quando ouvirem que um carro, uma casa, um electrodoméstico, etc, etc, etc, é seminovo, já sabem: vão aos chineses que é melhor!

sexta-feira, janeiro 11, 2008

COMO RECONHECER UM FILME DO DITO CINEMA ALTERNATIVO!

Não é muito difícil esta tarefa pois existe um conjunto de indicadores para identificar filmes do dito cinema alternativo, aqueles filmes que estreiam e surgem nos festivais de cinema, feitos por realizadores malucos, nos festivais de curtas metragens e afins. Bem, na sua maioria eles são "chatos kmá putaça " e só se salvam alguns. mas vejamos como os reconhecer. Bem, primeiro que tudo a música...lenta, dá sono, se não é clássica é análoga, num ritmo pesaroso que pretende transmitir, diria melhor, incutir, um maior dramatismo ainda às imagens, se tiver então um piano a tocar sozinho uma melodia depressiva numa cena passada numa estrada de terra numa floresta tenebrosa ao fim do dia onde anda uma personagem feminina com uma roupa preta comprida...saiam da sala! Nunca deviam de lá ter ido. Segundo aspecto, não há muito diálogo, o filme aposta na transmissão de ideias e na linguagem simbólica e corporal, pretendendo que o espectador capte a essência ou a mensagem que o realizador pretendia passar. É um jogo tentar descortinar o que aquila cena quer dizer por detrás de tanto simbolismo. É por isso que eles se tornam chatos devido a esse excesso de dramatismo simbólico-depressivo. Tentam ser tão artístivo que enoja.
Não me lembro para já de mais indicadores, mas falta de diálogos e música depressiva já são um bom começo.